Blog do Dresch

29 de novembro de 2015

A educação na próxima década

                  O Plano Municipal de Educação, que estabelece as diretrizes para o setor nos próximos dez anos, deve ser encarado como uma conquista da sociedade maceioense. Foi elaborado pelos diversos segmentos da sociedade, será monitorado constantemente e superou as expectativas. Como frisou a Secretária Municipal de Educação, Ana Dayse Dórea, “o plano seguiu todos os trâmites e foi proposto por uma comissão composta por mais de 50 pessoas, que ouviu todos os grupos da sociedade”. No total foram realizadas 18 audiências públicas para sua elaboração. O texto final publicado no Diário Oficial do Município foi sancionado sem vetos e vai nortear as ações da educação na próxima década.

Monitorando os biomas

                   O Ministério do Meio Ambiente lançou, esta semana, o Programa Nacional de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros, que vai mapear e acompanhar o desmatamento, as queimadas e os diversos usos das terras brasileiras, além de monitorar a recuperação das vegetações e coibir crimes ambientais. Segundo a Ministra Izabella Teixeira, o Programa vai estender a todo território nacional o que já vem sendo feito na Amazônia desde 1988 e no Cerrado desde 2002. Atualmente mais de 70% do território brasileiro esta sendo monitorado por satélites, inclusive os dois biomas. A Floresta Amazônica é o maior bioma brasileiro e tem a maior diversidade de florestas tropicais do mundo. O Cerrado é o segundo maior bioma do país, mas a savana ainda é a mais rica em biodiversidade do mundo. Izabella Teixeira disse que o monitoramento feito inicialmente na Amazônia foi estendido para o cerrado e que o novo programa pretende estendê-lo para a Mata Atlântica. No biênio 2017/2018 entram no esquema o pantanal, a caatinga e os pampas. Durante o lançamento do Programa, foram divulgados dados de dois projetos de acompanhamento do Cerrado. Os resultados mostraram que o bioma tem aproximadamente 55% do seu território preservado e os 45% restantes têm outros usos, com predominância de pastagens e agricultura. O bioma Cerrado concentra quase 5% de todas as espécies do mundo e 30% da biodiversidade do Brasil. Contudo, menos de 10% de todo o Cerrado é ocupado por unidades de conservação e menos de 3% de unidades de proteção integral.

 

Criptografia na comunicação

                   A questão que envolve as mensagens cifradas volta à discussão após os atentados terroristas de Paris que deixaram 130 pessoas mortas. A criptografia é defendida para quem deseja evitar o monitoramento governamental, mas por outro lado as mensagens cifradas podem ajudar grupos radicais a planejar suas ações, como garantem oficiais da área da segurança. Após os ataques surgiram informações de que integrantes do Estado islâmico usaram a tecnologia para coordenar os massacres. A CIA criticou o fortalecimento da criptografia entre as empresas de tecnologia do Vale do Sílicio e chegou a citar a possibilidade do uso do Playstation 4 (que dispõe de uma rede de comunicação interna entre os jogadores), já que um aparelho foi encontrado pela polícia da Bélgica em um esconderijo em Bruxelas.

Criptografia na comunicação 2

                   O aplicativo Telegram, rival do WhatsApp e criado pelo russo Pavel Durov, garante ser uma ferramenta mais segura por dois motivos principais: ter um sistema de codificação mais difícil de ser quebrado e disponibilizá-lo para verificação pública. A principal diferença da ferramenta, usada por 60 milhões de pessoas, é oferecer os chats secretos, opção que aumenta o nível de segurança e que faz a verificação da identidade dos usuários. O criador da ferramenta até admite que seu aplicativo possa ser utilizado por terroristas. Para ele, este seria o preço a se pagar pela privacidade dos usuários legítimos. Mas a facilidade no uso dessas ferramentas não significa que o Estado islâmico tenha utilizado a comunicação cifrada para cometer o massacre de Paris.

Discussão sobre o clima

                   Nesta segunda feira (30) acontece o I Workshop de Previsão Climática de Curto e Médio Prazo para o Estado de Alagoas, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Alagoas, no bairro de Jaraguá. O evento é promovido pela própria Federação e também pela Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura e traz para coordenador o debate a pesquisadora Anna Bárbara Coutinho de Melo, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTE/INPE). O objetivo é estimular o debate sobre as ações de combate a seca em Alagoas, bem como adotar algumas medidas ligadas a agricultura e pecuária no Estado.

A madeira na Bolsa

                   A partir do próximo ano, a Bolsa de Valores Ambientais (BVRio), que desde 2012 negocia créditos de carbono entre empresas, passará também a comercializar lotes de madeira legal. A ideia é que em Fevereiro, a Bolsa, que hoje trabalha somente com créditos de compensações ambientais, comercializados na forma de títulos, passe a atuar com madeira física extraída no país. A plataforma será aberta internacionalmente e facilitará o contato entre compradores e vendedores. A BVRio criou um sistema para garantir que o produto comercializado seja 100% regular, e assim impedir que compradores adquiram madeira ilegal mesmo em distribuidores autorizados.

A madeira na Bolsa 2

                   Existe no Brasil uma indústria para “esquentar” o produto fruto do desmatamento. O Greenpeace estima que 60% da madeira extraída na Amazônia venha de fontes ilegais. Para evitar isso a Bolsa criou um sistema que cruza diversos bancos de dados sobre produtores e transportadores de madeira. Ele contém informações sobre multas do Ibama, lista de trabalho escravo, registro de automóveis, licença de produção, volume de espécies valiosas em determinadas regiões e imagens de satélites. Por isso mesmo, a Bolsa é uma forma de garantir que o mercado brasileiro seja um destino seguro para compradores de todo o mundo.

 

 

  • Para acompanhar os casos registrados de microcefalia em Alagoas, a Secretaria Estadual da Saúde criou um grupo técnico com profissionais de diversas áreas, para decidir o encaminhamento adequado do problema.
  • O grupo é formado por infectologistas, neuropediatras e profissionais de áreas técnicas, que terão uma primeira reunião com a Secretária Rozangela Wyszomirska nesta semana, para seguir as orientações do Ministério da Saúde sobre o problema.
  • Diante do aumento do registro dos casos de microcefalia, o ministério da Saúde desencadeou um processo de notificação imediata desse agravo.
  • Em Alagoas, a superintendente de Vigilância em Saúde, Cristina Rocha, informou que os serviços que prestam assistência materna e infantil e os núcleos de vigilância municipal foram informados e estão cadastrando as notificações.
  • A partir de agora o processo terá mais celeridade e os casos que porventura forem detectados, serão notificados imediatamente, para que a investigação seja realizada, explicou Cristina.