Blog do Dresch

25 de novembro de 2015

País não se livra da corrupção

Responsável pelos processos da Operação Lava Jato, na primeira instância da Justiça Federal, o Juiz Sérgio Moro, disse que a operação “é uma voz pregando no deserto”. A afirmação foi feita durante um Fórum promovido pela Associação Nacional dos Editores de Revistas, em São Paulo. Para o Juiz, a Operação Lava Jato, que ainda não foi concluída, revelou “indícios de corrupção sistêmica profunda e penetrante no âmbito da administração pública do país”, mas apesar disso não houve respostas institucionais diante das inúmeras denúncias de corrupção.

“Pregando no deserto” 2

                   Ainda de acordo com Sérgio Moro “no caso da Petrobrás há indícios que todos os grandes contratos envolviam o pagamento de propina” e que o nível de deterioração da coisa pública é altamente preocupante. Para o Juiz, a corrupção não será exterminada por operações como a Lava Jato ou por outras ações (como a do Mensalão), mas com mudanças profundas nas instituições. “Não serei eu que resolverei o problema da corrupção no país. Mas o que nós, como cidadãos, vamos fazer a partir de agora? Para isso, precisamos ter uma melhora nas nossas instituições, e eu não vejo isso ocorrendo de forma alguma” disse Moro.

Contra a microcefalia

                   A Presidente Dilma Rousseff determinou a criação de um grupo interministerial, sob coordenação da Casa Civil, para tratar do surto de microcefalia que vem acometendo os estados nordestinos. De acordo com o último boletim epidemiológico, já são quase 500 casos em oito estados da região, incluindo Alagoas que até a semana passada não tinha registro da doença. Pernambuco, Sergipe e o Rio Grande do Norte são os mais atingidos pelos casos de microcefalia. A Presidente também determinou ao Ministro da Saúde, Marcelo Castro, que seja realizada uma reunião com os pesquisadores, para que o governo avance ainda mais nas medidas que estão sendo tomadas em caráter emergencial. O Ministro da Comunicação, Edinho Silva, explicou que a Presidente esta cobrando medidas urgentes, independente das conclusões dos estudos que estão sendo feitos, para combater o surto, desencadeando uma campanha informativa junto à sociedade. Há estudos científicos que indicam que os casos de microcefalia tem como causa o zika vírus, e teria o mesmo vetor da dengue, o mosquito aedes aegypti. O Ministro da Comunicação explicou ainda que não era possível tomar medidas preventivas por se tratar de uma ocorrência sem registro na história da medicina. “Inclusive os estudos ainda estão sendo feitos para que se possa constatar a real origem”.

 

Investimento em Alagoas

                   Os segmentos do comércio e de serviços de Alagoas tiveram um aumento de mais de 15% entre os meses de Janeiro a Outubro de 2015 no comparativo com o mesmo período do ano passado. Os números foram apresentados pelo Banco do Nordeste, exemplificando que foi totalizado mais de R$ 606 milhões para o segmento, incluindo empresas de todos os portes e microempreendedores urbanos. O resultado reflete a retomada da confiança no setor da economia e o esforço para a oportunidade de novos negócios e alternativas para superar a crise.

A prova do fio de cabelo

                   Para cumprir a legislação, a partir de Janeiro próximo, fios de cabelos de motoristas profissionais terão de ser enviados aos Estados Unidos para análise toxicológica. A estimativa é que 2,4 milhões de procedimentos do tipo terão de ser feitos anualmente, em função da estranha Lei dos Caminhoneiros, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo governo federal. A lei vai obrigar a todos os condutores das categorias C, D e E, a passar por um exame toxicológico de detecção. O público visado é formado por mais de 13 milhões de profissionais, sendo um terço de autônomos.

 

A prova do fio de cabelo 2

                   O teste do fio de cabelo será obrigatório no momento de obter um renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e a partir de Março em toda admissão ou demissão destes motoristas. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estima um custo aproximado de R$ 400 por exame, o que equivale a R$ 960 milhões por ano. Esse procedimento permite verificar se houve consumo de drogas como maconha, cocaína e anfetaminas nos 90 dias que antecederam a análise. Exame de sangue, urina ou saliva só detectam o uso destas substâncias de no máximo cinco dias antes da coleta. Quando foi aprovada a Lei, os congressistas não observaram que não existe nenhum laboratório nacional que tenha capacidade de fazer o exame em fios de cabelo nesta escala e com certificação exigida.

A prova do fio de cabelo 3

                   A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego é contra a adoção da lei e diz que houve um lobby pelo encaminhamento aos EUA. A instituição também considera que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Além disso, o exame não detecta se o uso aconteceu durante a condução veicular. O Ministério da Saúde tambem considera que a adoção da medida não reduzirá os acidentes no país. Três laboratórios associados a grupos americanos realizam 90% dos exames similares, já exigidos por policias, Forças Armadas e empresas de aviação.

 

 

  • Até sexta feira, no Fórum do Barro Duro, continua acontecendo a Semana Nacional de Conciliação, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça, sob a coordenação do Tribunal de Justiça de Alagoas com o apoio da Defensoria Pública.
  • Em Alagoas, segundo o Tribunal de Justiça, 950 processos cíveis foram pautados para a atividade, como divórcio consensual, alimentos, guarda entre outros.
  • Uma fusão entre os laboratórios Pfizer e Allergan gerou a maior empresa farmacêutica do mundo. Segundo o “Wall Sreet Journal” o valor da operação é de US$ 155 bilhões (R$ 578,4 bilhões).
  • A Pfizer é fabricante de medicamentos como o Viagra e uma das maiores do setor. A irlandesa Allergan produz o Botox e medicamentos contra o Alzheimer.
  • A oferta é a maior da história no setor de saúde. O presidente-executivo da Pfizer, Ian Read comandará a nova empresa.
  • O acordo permitirá que a Pfizer transfira sua sede para a Irlanda em uma chamada “inversão” que reduzirá seus impostos.