Blog do Dresch

24 de novembro de 2015

Mais 200 carros-pipa contra a seca

                   Desde ontem o estado de Alagoas começou a utilizar outros 200 caminhões-pipa, contratados com recursos do Estado, para atender a população dos municípios que enfrentam de forma emergencial a seca. O planejamento é atender as famílias necessitadas com água de qualidade, explicou o coordenador da Defesa Civil do Estado, Major Moises Pereira de Melo, que é responsável pelo gerenciamento da operação. O trabalho atende a uma das vertentes adotadas pelo governo do Estado para minimizar os efeitos da estiagem, através de medidas emergências. Outro caminho é através de ações e projetos estruturantes desenvolvidos no estado.

Novos carros-pipa 2

                   Juntamente com o trabalho de operacionalização do abastecimento de água através dos carros-pipa, o Governo de Alagoas tem desenvolvido outros projetos, como explica o Coordenador da Defesa Civil: “Paralelamente estamos trabalhando para recuperar a perfuração de poços, a construção de adutoras e a garantia de fornecer ração animal para o sertão, em uma parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, dentro das possibilidades de manter a população na região e podendo conviver com a estiagem” afirmou o Major Moises. Serão atendidos com a operação iniciada ontem os 38 municípios atendidos pelo decreto de emergência pública.

A água do planeta

                   Um estudo conduzido por pesquisadores canadenses e publicado na revista científica “Nature Geoscience” concluiu que o volume total de água armazenada no subsolo do planeta é estimado em 23 milhões de km3. Isso seria o suficiente para cobrir toda a superfície da Terra com uma camada de 180 metros de profundidade. No entanto, apenas 6% dessa água é própria para consumo humano. Isso porque a chamada água “moderna” presente no subsolo, esta muito perto da superfície e pode ser extraída ou utilizada para complementar recursos localizados acima do solo, em rios e lagos. De acordo com o professor Tom Gleeson, da Universidade de Victória, no Canadá, responsável pelo estudo, essa água é renovada mais rapidamente e ao mesmo tempo, é mais sensível às mudanças climáticas e contaminação humana. Para estabelecer a quantidade de água, a equipe de pesquisadores utilizou diversas bases de dados e modelos computacionais. Foram analisadas, a permeabilidade das rochas e do solo, sua porosidade e características dos lençóis freáticos. Para determinar a idade desta água utilizou-se uma medição com o trítio, uma forma radioativa de hidrogênio que surgiu na atmosfera há 50 anos como resultado de testes de bombas termonucleares. A partir deste elemento químico, os cientistas puderam identificar toda a chuva que chegou ao subsolo desde então. O estudo faz questão de chamar a atenção dos governantes na gestão destas águas para administrá-las de forma sustentável, determinando de maneira adequada o ritmo com que as reservas estão sendo consumidas.

 

 O crédito da Petrobrás

                   Reportagem publicada ontem pelo jornal Estadão mostrou que a Petrobrás é a principal credora do mercado de curto prazo de energia elétrica no país. Isso em decorrência das atividades das dezenas de termoelétricas, que desde 2013, com a redução drástica dos reservatórios das hidroelétricas, entraram em funcionamento causando um prejuízo bilionário para as geradoras, que varia entre R$ 10 bilhões a R$ 20 bilhões. Essas perdas viraram uma batalha judicial no mercado elétrico, que resultou em uma inadimplência de mais de R$ 4 bilhões até agora. Cerca de 25% deste total (R$ 1 bilhão) deveria ter entrado no caixa da Petrobrás pela energia gerada por suas térmicas.

O crédito da Petrobrás 2

                   A Petrobrás têm, atualmente, mais de 20 usinas à disposição do Operador Nacional de Energia Elétrica (NOS), para garantir o abastecimento do país, como vem fazendo há vários meses. Muitas destas usinas termoelétricas não têm contrato de venda de energia. Nesse caso, toda a produção é vendida no mercado de curto prazo e liquidada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), empresa que faz o acerto de contas das transações do mercado à vista. A situação se agravou com o déficit na geração de energia pelas hidroelétricas a cada mês, e a diferença teve de ser recomprada no mercado para atender o contrato e isso gerou uma perda bilionária. As geradoras entraram na Justiça para não pagar o prejuízo e acabaram provocando um efeito cascata, com liminares em diversos setores e com todo o setor fosse afetado. Especialmente a Petrobrás.

Ocupação de fazer inveja

                   Ano após ano, superando as crises e as agruras da economia, o turismo em Alagoas vai festejando seus índices. Alagoas continua atraindo viajantes de todos os lugares, com destinos turísticos entre os mais procurados. De acordo com o mais recente Boletim de Ocupação Hoteleira, no mês de Outubro Alagoas alcançou 79,20% de ocupação dos leitos disponíveis na sua rede de hotéis. Desta forma o terceiro trimestre do ano, aumentou sua ocupação em 12,14% no comparativo com o mesmo período do ano passado e a média do ano chegou a 67% dos leitos ocupados em Alagoas. Já a Infraero divulgou que neste ano (até agora), 796.985 passageiros desembarcaram no Aeroporto de Maceió, um aumento de 6,75% em relação a 2014.

Atendimento vergonhoso

                   Se por um lado as taxas de ocupação hoteleira em Alagoas são bastante favoráveis, o atendimento de alguns setores aos turistas e aos clientes em geral, especialmente os restaurantes, permanecem no sentido inverso. Alguns destes estabelecimentos, localizados em Massagueira, á beira da Lagoa Manguaba, depois de tantos anos de funcionamento, continuam explorando sua clientela, cobrando preços absurdos por seus pratos e servindo refeições de qualidade duvidosa, ou não correspondentes ao que é cobrado. Uma posta de peixe (Cavala ou Dourado), com arroz e pirão (somente isso) para duas pessoas (muito mal) não vale os R$ 70 (em média) que é cobrado. Não se faz isso com o turismo alagoano. Providências deveriam ser tomadas pelos orgãos responsáveis.

 

  • Os argentinos optaram por, democraticamente, encerrar os 12 anos de “kirchnerismo” á frente do país.
  • Com o candidato eleito, Mauricio Macri, os argentinos optaram por uma opção mais conservadora, mais á direita. Ganhou com menos de 3 pontos percentuais. Vai ser duro, porque terá de governar com minoria no Congresso.
  • Mas a democracia venceu.
  • O governador Renan Filho assinou ontem a ordem de serviço para iniciar as obras de pavimentação e drenagem do trecho que liga o município de Craíbas, no agreste alagoano, ao povoado Folha Miúda.
  • A rodovia beneficiada é a AL-220 que receberá a obra em uma extensão de 10,7 quilômetros e que contará ainda com duas pontes, facilitando e agilizando o fluxo de veículos na região.
  • Todo o trabalho no local será realizado através de recursos estaduais e também oriundo de um convênio firmado entre o Governo do Estado e o governo federal, através da Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano.
  • O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) que ficará encarregado de tocar a obra da pista acredita que os trabalhos deverão demorar em torno de 120 dias, segundo o diretor-presidente do orgão, Helder Gazzaneo.