Blog do Dresch

11 de novembro de 2015

O Brasil que dá certo

            Mesmo enfrentando uma grave crise econômica, parte do país apresenta um bom desempenho, afirmou nesta segunda feira, o empresário Abílio Diniz, presidente do Conselho da BRF e um dos donos do Carrefour. “Eu não tenho dúvidas de que existe um Brasil que dá certo e que esta dando certo hoje. O agronegócio no Brasil dá certo, é uma fortaleza mundial. O país tem capacidade de alimentar o mundo, esse país continua exportando muito, esse país não tem crise e pede para o governo não atrapalhar” defendeu Diniz. O empresário, que gerencia seus negócios através da Península Participações, ressaltou que seus negócios não enfrentam problemas, “aliás, estamos tendo um ano excepcional” disse ele.

O Brasil que dá certo 2

                    Segundo Abílio Diniz, dois de seus negócios, a BRF e o Carrefour, cresceram satisfatoriamente neste ano. “A BRF cresceu 6% até Setembro em tonelagem no mercado brasileiro e o Carrefour Brasil cresceu 7% nos nove primeiros meses do ano, isso é performance” disse ele. Este bom comportamento, Abílio Diniz atribui à sua capacidade de aproveitar oportunidades. “Eu costumo dizer que, durante uma crise, há aqueles que se abatem, sentam no chão e choram. E há os que levantam, fabricam lenços e vendem para quem esta chorando. Nós somos os grandes fabricantes e vendedores de lenços” exemplificou o empresário. Para ele a crise será superada rapidamente, porque o país é maior do que a dificuldade.

 

Prejuízo incalculável

                   O rompimento das barragens na região de Mariana (MG) causou um prejuízo incalculável, mas segundo especialistas ainda pode haver desdobramentos ambientais mais sérios. São milhões de toneladas de lama despejadas nos cursos d’água, causando assoreamento de pequenos rios e córregos e consequentemente a morte em larga escala de plantas, peixes e mamíferos, sem contar com a dispersão de produtos químicos. Ambientalistas que analisam a contaminação garantem que a lama é composta na sua maior parte por minério de ferro, mas detectam-se também metais como arsênio, antimônio, zinco e cobre. Se o impacto ambiental ainda é incerto, o impacto físico é uma realidade. “É uma lama densa, com consistência gelatinosa que prejudica a cadeia alimentar e destrói a fauna e a flora nos rios” assinalou um técnico do Serviço Geológico do Brasil. Ele explicou ainda que “o rio virou uma vala de esgoto ao ar livre e essa lama vai juntar-se ainda a dejetos humanos das casas, a restos de animais mortos e detritos em geral. Ao reagir com a matéria orgânica, o rejeito cria um produto de potencialidade tóxica muito grande, embora desconhecida. Dificilmente alguém vai conseguir tirar aquilo de lá. O volume é muito grande e vai ficar mais duro que cimento” explicou o especialista. Uma amostra d’água recolhida no Rio Doce, a 100 km do local da tragédia, apresentou uma turbidez de 597 mil unidades (NTUs). Acima de 50 mil NTUs já é necessário filtração e coagulação química para tratamento de abastecimento.

 

Escolas vigiadas

                   Até o final deste ano, estima-se que todas as unidades de ensino da rede pública tenham implantado o sistema de videomonitoramento. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, no momento 80% das escolas são cobertas pela tecnologia, que consiste em conjuntos de câmeras e alarmes, conectados a uma central de videomonitoramento, que no registro de algum tipo de anormalidade aciona equipes motorizadas, além da Polícia Militar. Para a Superintendente de Gestão Administrativa da Secretaria de Educação, Ana Carolina Beltrão, o videomonitoramento otimiza a segurança nas escolas e possibilita uma ação mais efetiva no combate a vândalos e a criminosos.

Corrupto e leproso

                   O ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, enrolado até o pescoço nas investigações da Operação Lava Jato, e cumprindo pena em regime semiaberto, disse em entrevista á Folha de São Paulo, que somente agora, após denunciar políticos no esquema é que deixou de ser vaiado e discriminado em todos os lugares que ia. Nos últimos meses, teve de lidar com o afastamento dos amigos e com outras pessoas próximas. “Virei um leproso. Este ano de prisão foi um ano de lepra. As pessoas fugiam de mim e continuam fugindo, mas agora as coisas estão mudando” afirmou ele, dizendo que contará todos os detalhes em um livro que já iniciou.

Corrupto e leproso 2

                   Paulo Roberto foi o primeiro executivo a fechar acordo de delação premiada em Agosto do ano passado. Ele já devolveu à Justiça US$ 25,8 milhões em propinas que recebeu na Suíça e nas Ilhas Cayman, além de R$ 10 milhões em dinheiro e bens adquiridos com o dinheiro ilegal. Ele reconhece que “sem a minha delação a Lava Jato não teria existido”. Ele afirmou na entrevista, que o maior equívoco da Petrobrás foi ter aceito a indicação política para cargos de diretoria. Mesmo assim explica que os preços nos negócios da estatal não estavam superfaturados e nem que as obras realizadas eram desnecessárias. “Afirmo que a Refinaria Abreu e Lima (em PE) foi um ótimo negócio. O erro é julgar a refinaria com os olhos de hoje, com o dólar altíssimo e o preço do barril do petróleo lá no chão”.

Defensoria no Baldomero

                   O Programa Defensoria no Cárcere iniciou ontem mais uma etapa, desta feita no Presídio Masculino Baldomero Cavalcante, que conta com pouco mais de mil detentos. Com o trabalho será encerrada a primeira parte do programa desenvolvido pela Defensoria Pública de Alagoas. Durante o trabalho, quinze defensores públicos, auxiliados por alunos do curso de direito da Faculdade de Alagoas (FAL), vão ouvir os custodiados do Baldomero, possibilitando atendimento individual e acompanhamento do processo, além de aplicar um questionário socioeconômico e realizar uma vistoria no local.

 

 

  • O governador Renan Filho e o Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Alexandre Ayres assinaram ontem, em Feira Grande, a ordem de serviço para a perfuração de 240 poços.
  • O trabalho destina-se ao atendimento de um universo de 50 mil pessoas, afetadas pela forte estiagem na região do semiárido alagoano.
  • Os serviços iniciam no Estado o programa de Perfuração de Poços, beneficiando prioritariamente, os municípios localizados no Agreste e Sertão do Estado e que estão incluídos no decreto de situação de emergência.
  • Atualmente, Alagoas tem mais de quatro dezenas de municípios inseridos na região considerada de emergência por causa da seca. Eles são atendidos por caminhões-pipa e por diversos outros projetos visando a distribuição de água, mas a situação por eles enfrentada ainda é difícil e bastante complicada.
  • Para consolidar o Programa de Perfuração de Poços no Estado, segundo o secretário de Meio Ambiente, foi necessário superar diversos obstáculos burocráticos que impediam o desenvolvimento da ação.