Ailton Villanova

8 de novembro de 2015

Mas quanta honra e emoção!

     Belo domingo de sol, a cidade de Belém, que fica a 112 Km de Maceió e que se limita com Palmeira dos Indios e Tanque D'Arca, estava toda engalanada para receber o time do Centro Sportivo Alagoano, o histórico CSA. A cidade comemorava mais aniversário de sua emancipação política e o CSA, a grande atração da festa, estava levando todos os seus atletas titulares para o embate amistoso contra o escrete da região agrestina.

      O amistoso prometia ser bom, dado o fato de que o plantel interiorano havia arrebanhado, realmente, os melhores valores do bate-bola do Agreste. Marcado para começar às 16 horas o prélio já tinha mobilizado a cidade quase inteira ao estádio.

      Todo mundo em Belém na maior empolgação. O CSA pintou na cidade com grande aparato radiofônico. Narradores, repórteres e comentaristas de várias emissoras de Maceió e de Palmeira dos Indios faziam o maior farol, a respeito dos times.

       Na hora do bate-bola os dois times entraram em campo debaixo dos mais calorosos aplausos. Misturados com os jogadores, os repórteres, de microfone em punho, procuravam entrevistar os atletas mais famosos. Em dado momento, o repórter Jurandyr Costa, de saudosa memória, disparou na direção do baixinho Jacozinho, atacante mais festejado do CSA (hoje ele é pastor evangélico em Sergipe), que na época não era muito ligado na História Sagrada.

     – Caríssimos ouvintes… – bradava o Jurandyr – vamos ouvir agora  a estrela do CSA: Jacozinho! E aí, Jacó, está preparado para a partida?

     – Mas é logico, meu caro repórter! Estou preparadíssimo!

     – E como você está se sentindo pisando nesta bela cidade de Belém, para enfrentar o combinado da região?

     Jacozinho, respirou fundo e mandou:

     – Estou emocionado, meu caro repórter!

     – Você está emocionado por algum motivo especial, Jacó?

     – Mas é claro! Pra mim é uma emoção enorme, uma emoção incrível saber que estou pisando na terra onde nasceu Jesus!

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Um prato muito perigoso

 

     O camarada parou no Restaurante do Bigode, situado na Brejal, e pediu um rango. O garçom, então, indagou:

     – Uqui o freguêis vai querê?

     – O melhor prato que tiver aí. Hoje recebi o décimo terceiro, tô abonado e quero comer do bom e do melhor, certo?

     – Falô, freguêis! Selve galinha?

     – Eu num disse que queria o melhor? Se vire!

     Minutos depois de ter comido direitinho, o freguês olhou pro garçom e elogiou:

     – Olha, a galinha tava gostosa demais, viu?

     E o garçom, todo feliz:

     – Era a galinha de istimação do seu Bigode, num sabe? Era de raça! O coitado do patrão fêis de tudo pra mode sarvá-la, mas ela cabô morrendo daquela duência braba chamada “gripe do frango doido”…

 

 

Ajuda pro velhinho

 

     O pentelho Sidclay entrou em casa ofegante e correu para a mãe:

      – Mainha, por favor, você me dá R$ 1 para eu dar para o velhinho alí da esquina?

      – Para qual velhinho você vai dar o dinheiro, meu anjo?

      E o Sidclay:

      – Para aquele ali que tá gritando “Olha a pipoca quentinha!”

 

 

Número sem sorte

 

     No bar, os amigos Federaldo e Gudrian bebiam, comiam e papeavam. Num dado momento, o Federaldo saltou com esta:

     – Olha, Gudri, eu sou um cara tremendamente surpersticioso!

     – Não diga!

     – Digo. Eu nasci às 7 horas do dia 7/7/77, no número 7 da maternidade. Quando fiz 7 anos de casado, resolvi ir até o jóquei no Recife e apostei tudo no cavalo número 7.

     Curioso, o Gudrian perguntou:

     – E aí, se deu bem?

     – Que nada! Ele chegou em sétimo lugar!

 

 

Vozes misteriosas

 

     Dona Antimônia procurou o psiquiatra Tamal Lucco para uma consulta de emergência, tendo antes informado, por alto, o motivo pelo qual estava querendo avistar-se com o especialista.

     No gabinete do psiquiatra, a paciente ficou à vontade, e ele, então, indagou:

     – A senhora disse que costuma escutar vozes sem saber quem está falando ou de onde elas estão vindo, certo?

    – Certo.

    – E quando isso acontece?

    A paciente esclareceu:

    – Quando atendo o telefone!

 

 

Conversa ao sanitário

 

     O Abarjolênio viajava ao Recife dirigindo o seu carango. No meio do caminho, acometeu-lhe uma baita dor de barriga. No primeiro posto de gasolina que encontrou, encostou o carro e correu para a privada, segurando a barriga. Mal entrou no boxe e sentou no vaso sanitário, ouviu uma voz vinda do toalete ao lado:

      – E aí, compadre, como vai?

      Embora não fosse de dar papo para estranhos, Abarjolênio respondeu:

      – Vou bem…

      A voz continuou:

      – E então, o que tem feito na vida?

      Mesmo achando a situação esquisita, Abarjolênio respondeu:

      – Vim ao banheiro rapidamente, mas depois continuo a minha viagem pro Recife.

      Então, a voz fala em tom de chateação:

      – Escuta, eu te ligo outra hora, porque tem um cara aqui do lado que responde toda vez que te faço uma pergunta.