Blog do Dresch

21 de outubro de 2015

FIEA apoia reabertura da Uruba

                   Diretores da Cooperativa Agrícola do Vale de Satuba (Coopervale) receberam o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) no desafio de administrar a Usina Uruba em Atalaia. O presidente da Federação, empresário José Carlos Lyra de Andrade, recebeu o grupo e colocou a entidade à disposição da Cooperativa para o que for necessário. A Coopervale firmou por dez anos, um contrato de arrendamento com os gestores da massa falida do Grupo João Lyra e vai iniciar a moagem no próximo dia 5 de Novembro. Com isso serão gerados mais de 2 mil empregos na região de Atalaia.

FIEA apoia Cooperativa 2

                    O presidente José Carlos Lyra, disse aos diretores da cooperativa que a Federação das Indústrias se coloca á disposição para referenciar a cooperativa junto às instituições bancárias, como Banco do Brasil, do Nordeste e Caixa Econômica Federal. Ele saudou a iniciativa dos cooperados e considerou que a retomada das atividades da Usina Uruba é um passo importante para superar a crise no setor da agroindústria e de enfrentar as dificuldades econômicas. A usina pretende na atual safra, moer cerca de 700 mil toneladas de cana-de-açúcar, estimando uma produção de 1 milhão e 400 mil toneladas de açúcar.

Prisões caóticas em PE

                   A ONG Human Rights Watch, que trabalha com a questão dos direitos humanos em todo o mundo, denunciou ontem a situação de descontrole e de insalubridade nos presídios de Pernambuco. A entidade denunciou que parte das prisões superlotadas é administrada pelos próprios presos, que cuidam da disciplina e estabelecem suas próprias regras. Estes internos cobram por colchões, dominam a venda de drogas dentro dos presídios e controlam as chaves. Assim esses “chaveiros”, vivem em celas privadas, muitas vezes equipadas com televisores, grandes ventiladores, geladeiras e banheiros, revelou a entidade após visitar quatro presídios pernambucanos. Com base em dados do Ministério da Justiça, a ONG destacou que 32 mil pessoas estão presas no vizinho estado, mas a capacidade do sistema é de 10,5 mil vagas. É o maior índice de superlotação do país, lembrando ainda que 59% desses internos ainda não foram julgados. Foram visitadas as duas prisões do Complexo do Curado, em Recife e duas em Itamaracá. Foram feitas entrevistas com diretores das unidades, servidores públicos, ex-detentos e parentes de presos. Em um dos presídios, no Curado, uma cela da ala disciplinar tinha seis camas de cimento para 60 presos. “os presos andam sem camisa pelo intenso calor e alta umidade, e vivem espremidos em meio a um cheiro insuportável de suor, fezes e mofo” enfatiza o documento. Os presídios somente têm água três vezes ao dia, durante meia hora, que são coletadas em baldes para beber, tomar banho e fazer a limpeza. Os casos de tuberculose e de HIV têm taxas altíssimas entre os presos.

 

O discurso do ódio

                   O discurso de diversos líderes europeus, que criticam qualquer tipo de auxílio aos refugiados, reflete com clareza a xenofobia de alguns países do continente. O discurso é de que “      haverá perda dos valores cristãos” e “da identidade do país” e isso dificulta a politica de receber refugiados e dificulta o caminho dos imigrantes que buscam refúgio na Europa. Em Setembro, a Comissão Europeia se comprometeu a receber 120 mil refugiados sírios e iraquianos nos próximos dois anos. Tambem pretendia investir 1,8 bilhão de euros na África para tentar conter o fluxo migratório.

O discurso do ódio 2

                   Mesmo assim o chamado Grupo de Visegrad, formado por Polônia, República Checa, Eslováquia e Hungria recusou-se a aceitar o programa e assegurou que não receberia refugiados. Essa posição é defendida também pela Dinamarca e de Israel que tambem se negaram a conceder asilo. Quando se fala em imigração em larga escala, sempre surgem preocupações econômicas e culturais. Para muitos especialistas, o que ocorre nestes países “é um ato de xenofobia e medo de que, se uma grande quantidade de refugiados muçulmanos foi admitida, eles tentarão impor a sharia (lei islâmica) em seus novos países”.

Asilo para elefantes

                   Antes, eles eram as grandes atrações dos circos e agora são objetos de pesquisa científica e livres para serem “elefantes de verdade”. Em uma pequena cidade da Flórida (EUA), chamada Polk City existe uma espécie de asilo para elefantes e que hoje abriga 29 animais. Uma única empresa financia o “retiro” e se diz responsável pelos elefantes aposentados. A empresa promove pesquisas, estuda o genoma dos animais e desenvolve novas técnicas de inseminação artificial nos mesmos. Cientistas buscam compreender a saúde dos bichos, como por exemplo, identificar a baixa incidência de câncer.

Asilo para elefantes 2

                   Os animais passam os dias soltos, ao ar livre. Dormem em grandes celeiros e devem passar a receber a visita do público. Pesquisadores fazem coleta de sangue semanalmente para acompanhar a sua saúde. Segundo a empresa gestora do local, cada elefante custa US$ 69 mil (mais de R$ 250 mil) por ano e por isso a abertura do local à visitação pública pode tornar o asilo financeiramente sustentável melhorando as instalações dos bichos. Ativistas dos direitos dos animais acompanham o local com desconfiança, e apesar de aprovarem que os elefantes tenham parado de trabalhar no circo e de serrem explorados, desconfiam das boas intenções da empresa gestora.

 

 

  • O que deve fazer parte do conteúdo curricular da Educação Básica no Brasil? Essa pergunta começa a ser respondida hoje em Alagoas, no Seminário Estadual sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
  • O seminário acontece simultaneamente em Maceió (auditório Linda Mascarenhas no IZP), em Arapiraca na Escola de Governo, e em Delmiro Gouveia, no campus da UFAL.
  • A Base Nacional Comum Curricular é um documento que congregará o conteúdo a ser ensinado nas quatro áreas de conhecimento da educação básica: Matemática, Linguagens, Ciências da Natureza e Ciências Humanas.
  • O evento de hoje busca a construção de uma versão preliminar do BNCC e de como os diversos setores da educação podem colaborar na elaboração do documento.
  • Qualquer cidadão pode participar da elaboração do documento e apresentar sua proposta para o currículo da educação básica.
  • Em Alagoas a elaboração do BNCC será fruto de uma parceria entre a Secretaria de Educação e a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).