Blog do Dresch

31 de agosto de 2015

Senador acusa Cunha de chantagista

                   Em entrevista concedida ao Jornal do Brasil, o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) afirmou que defende a livre manifestação das pessoas, em todos os seus sentidos, mas que não aceita que um réu denunciado ao Supremo Tribunal Federal continue presidindo a Câmara dos Deputados. “Manifestação nenhuma, seja ela de direita ou de esquerda, seja contra a presidente ou ao seu favor, ameaça a democracia, só fortalece. O que ameaça a democracia é, por exemplo, um réu com ação no STF continuar exercendo o cargo de presidente de uma Casa do Congresso Nacional” afirmou ele cobrando o afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“Cunha é o chantagista-mor” 2

                   Para o senador do Psol, a relação entre o Legislativo (Câmara e Senado) e o Executivo deve ser pautada pela independência. “No caso do presidente da Câmara, não há independência, há um sistema de extorsão” e por isso Randolfe diz que Cunha é o “chantagista-mor” deste processo. Ele também não considera que exista alguma razão para o impeachment da Presidente Dilma Rousseff, já que ela não esta sendo investigada em nenhuma ação penal no Supremo Tribunal Federal. Ele reconhece que o país enfrenta uma crise econômica, que repercute na política, “mas é uma crise moral que afeta todos os políticos”.

Descriminalização exige lucidez

                   A questão que envolve a descriminalização sobre o porte de drogas que o Supremo Tribunal Federal adiou para o próximo mês continua suscitando opiniões diferenciadas e polêmicas a respeito. Agora foi a vez da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que pediu “lucidez” aos Ministros do STF no debate. Para a entidade religiosa, representante da Igreja Católica “a medida vai legalizar uma cadeia de tráfico e de comércio, sem estrutura jurídica para controla-la” segundo texto publicado em nota da entidade. Diz ainda mais a nota divulgada pela CNBB “(a liberação do porte) vai agravar o problema da dependência química” e facilitar “a livre circulação de drogas no país”. Contrária á mudança da legislação atual, a entidade critica o argumento de que a norma em vigor viola o direito à privacidade. Segundo o presidente da CNBB, Dom Sérgio da Hora, Arcebispo de Brasília “Liberar o porte é algo que vai repercutir na sociedade. O problema de saúde da própria pessoa acaba incidindo na saúde pública” afirmou. “Na medida em que se libera, esta se dizendo que não é um problema, não vai afetar em nada e é um problema individual. Não, esta é uma questão social” reafirmou o vice-presidente, Dom Murilo Krieger. Na nota a CNBB também se coloca contrária ao ajuste fiscal proposto pelo governo: “O ajuste fiscal, o gasto com a dívida pública e outras medidas colocam a saúde pública na UTI, com prometem a qualidade da educação e inviabilizam a segurança pública”.

 

Cerveja zero no bafômetro

                   O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) avaliou dez marcas de cerveja sem álcool comercializadas no Brasil, sendo seis nacionais e quatro importadas, para verificar a concentração da substância química nos produtos. Após o consumo, foi feito um teste com o bafômetro, para verificar se o motorista poderia ser responsabilizado pelos critérios da Lei Seca, uma vez que essas cervejas, na verdade, podem ter até 0,5% de teor alcoólico. Cada marca de cerveja foi servida para quatro voluntários, homens e mulheres de perfis variados em relação ao consumo de álcool.

Cerveja zero no bafômetro 2

                   Cada pessoa bebeu até 700 ml das cervejas sem álcool e a avaliação foi feita entre 15 a 30 minutos após a ingestão. Todos os consumidores passaram no teste sem acusar nenhuma quantidade de álcool. A conclusão é que a cerveja com até 0,5% de teor alcoólico pode ser anunciada como “sem álcool”, e a ingestão moderada não provoca alteração no bafômetro. Foram analisadas as seguintes marcas: Bavária (0,0%), Brahma (0,0%), Colônia (0,2%), Erdinger (0,4%), Estrella Galícia (0.0%), Itaipava (0,0%), Líber (0,0%), Paulaner (o,4%), Schin (0,0%), Schneider Weisse Tap 3 (0,3%).

 

Coopvale busca apoio

                   Dirigentes da Cooperativa dos Produtores Rurais do Vale de Satuba (Coopvale) recorreram ao apoio da Superintendência do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para reativarem a Usina Uruba, fechada há quase três anos no município de Atalaia. Ao fechar, na crise que se abateu sobre o Grupo João Lyra, a Usina deixou pendente uma dívida de aproximadamente R$ 18 milhões com fornecedores, entre eles, vários plantadores de cana e produtores rurais. Entre estes credores estão os 21 integrantes da Cooperativa, que agora buscam caminhos que lhe possibilitem a reabertura da unidade industrial, a retomada do emprego de mais de dois mil trabalhadores, e a volta da aquisição da cana de açúcar dos pequenos produtores da região.

Coopvale busca apoio 2

                   De acordo com o empresário Glauber Tenório, um dos líderes da Cooperativa, são necessários de aproximadamente R$ 22,5 milhões para o retorno das atividades da Usina Uruba. A indústria precisa de R$ 2,5 milhões para manutenção dos equipamentos e aquisição de peças e materiais, e mais R$ 20 milhões de capital de giro, incluindo a estocagem do açúcar produzido pela usina para ser competitivo no mercado nacional e até internacional. O pleito dos cooperados vem contando com o apoio do Secretário da Agricultura, Pesca e Aquicultura, Álvaro Vasconcelos. O Superintendente do BNB no Estado, Antonio César de Santana, ficou encarregado de levar a solicitação da Cooperativa à Presidência do Banco do Nordeste para tentar viabilizá-la.

 

 

  • Esta é a semana em que professores, diretores e coordenadores educacionais, das redes públicas de ensino fazem a escolha dos livros didáticos a serem utilizados pelos alunos do 1° ao 5° ano do ensino fundamental a partir do ano que vem.
  • O prazo para a escolha começou sexta (28) e vai até o dia 8 de Setembro e a seleção deve atender ao projeto pedagógico de cada escola.
  • Para auxiliar na escolha, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) disponibilizou o Guia de Livros Didáticos 2016 com resenhas e informações de cada uma das obras aprovadas para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).
  • Como regra básica, devem ser selecionadas duas opções de cada disciplina, de editoras diferentes. Caso não seja possível a aquisição dos livros da primeira opção, o FNDE negociará as obras da segunda.
  • Caso o colégio não acesse o sistema ou não registre a opção em nenhum momento, será encaminhado compulsoriamente, um dos títulos aprovados para o PNLD 2016 de cada componente curricular.
  • O Programa tem como objetivo prover as escolas públicas do ensino fundamental e médio dos livros didáticos e acervos de obras literárias, obras complementares e dicionários.