Blog do Dresch

29 de agosto de 2015

Coutinho desmente ingerência no BNDES

                   Em um depoimento completo, de seis horas de duração, prestado à CPI da Petrobrás, o presidente do BNDES Luciano Coutinho deixou claro aos parlamentares que o banco não sofreu qualquer tipo de ingerência política durante sua gestão, que é uma instituição técnica e rentável para o Tesouro Nacional. Ele também rebateu as acusações de que o BNDES teria adiantado recursos ao tesouro Nacional com o objetivo de fechar as contas públicas (as chamadas pedaladas fiscais). O banco foi acusado de ter adiantado recursos para cobrir despesas do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que financia a taxas subsidiadas, a produção, aquisição e a exportação de bens de capital e a inovação. Essa prática contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Sem ingerência política 2

                   Luciano Coutinho garantiu ainda aos membros da CPI que nunca houve ingerência do ex-presidente Lula e do ex-ministro José Dirceu, principalmente para beneficiar alguns países, desde que ele assumiu a presidência do banco em 2007. Disse ainda que os empréstimos feitos a empresas que operam com exportações para Cuba, Angola e Venezuela somam aproximadamente R$ 6 bilhões, e garantiu que todos os empréstimos estão adimplentes e que o BNDES não participa de tratativas no exterior para obtenção de contratos.

Sem ingerência política 3

                   Outro questionamento feito pelos parlamentares da Comissão foi sobre as operações de credito feitas com o empresário Eike Batista. Luciano Coutinho garantiu que o banco não teve perdas nas operações de crédito com o grupo EBX, do empresário, que envolve 14 empresas. O BNDES financiou algumas das unidades da holding (MMX Mineração, OGX Petróleo, CCX, MPX e Six). A partir de 2013, empresas do grupo EBX, que era um dos maiores do país, começaram a apresentar problemas de cumprimento de metas com os investidores e acúmulo de dívidas, levando algumas à liquidação. O presidente não deu detalhes sobre a situação atual das aplicações do banco no grupo. Em 2013, o BNDES informou ao mercado que os contratos eram na ordem de R$ 10,4 bilhões. Mas nem tudo foi liberado, uma vez que os desembolsos dependiam da execução dos empreendimentos.

Homenagem à democracia

                   Um dos monumentos símbolos da ditadura militar, a Ponte Costa e Silva, em Brasília, mudou de nome na última quinta feira. A lei que proporcionou a mudança foi sancionada pelo governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg. A partir de agora a ponte passa a se chamar Honestino Guimarães, líder estudantil da Universidade de Brasília desaparecido durante o regime militar. Arthur da Costa e Silva foi presidente da República entre 1967 e 1969, eleito de forma indireta pelo Congresso Nacional, e que assinou o Ato Institucional n° 5 (AI-5) o mais duro decreto dos militares, cujo efeito durou mais de dez anos, suprimiu os direitos civis e deu poderes absolutos ao regime militar, inclusive à repressão aos opositores do regime. Honestino Guimarães foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e militante da Ação Popular durante o regime militar, sendo preso em 1973 no Rio de Janeiro e desaparecendo sem deixar vestígios, aos 26 anos. No ano passado, o governo o declarou anistiado político pós-morte e determinou a mudança no atestado de óbito, para constar como causa da morte “atos de violência praticados pelo estado”. Para o professor emérito da UNB, Vicente Faleiros “sai a referência a um símbolo da opressão para o símbolo da luta pela democracia, pela igualdade, pelo Brasil mais equânime. A ditadura e os nomes a ela vinculados são símbolos de um momento obscuro da sociedade, em que os direitos das pessoas foram violados” afirmou o professor.

 

Turismo supera crise

                   A mais recente pesquisa elaborada pela operadora CVC destaca a posição de Maceió como destino turístico, colocando a capital alagoana como um dos mais procurados destinos domésticos do país. No primeiro semestre deste ano, a operadora comercializou 102.690 pacotes turísticos para Maceió, o que corresponde a um crescimento de mais de 17% em comparação ao mesmo período do ano passado. Para a região nordeste, as vendas cresceram 13%. O resultado é atribuído ao aumento do turismo interno em função da alta do dólar e das promoções realizadas pelo setor turístico alagoano em todo o país.

Aumentam as apreensões

                   O trabalho de apreensão de mercadorias feito pela Receita Federal em portos, aeroportos e postos de fronteiras aumentou 4,93% no primeiro semestre de 2015 em comparação com o mesmo período de 2014. O valor das mercadorias apreendidas chega a R$ 933,8 milhões, contra R$ 889,3 milhões do ano passado. O maior crescimento entre os tipos de mercadorias apreendidas aconteceu em armas e munições, que somaram R$ 567,3 mil, uma alta de 369,9 % diante dos R$ 120 mil confiscados em 2014. O segundo maior crescimento ocorreu com os pneus, cujo valor apreendido foi de R$ 8,6 milhões contra R$ 2,5 milhões do ano passado (242,6% a mais).

Aumentam as apreensões 2

                   Vale destacar ainda o confisco de CDs e DVDs não gravados (virgens) que cresceu 128,9% passando de R$ 892,5 mil para R$ 2,04 milhões. Também teve um aumento significativo o aumento da apreensão de calçados esportivos que passou de R$ 1,5 milhão para R$ 2,5 milhões. No primeiro semestre a Receita promoveu 1.834 operações de vigilância e repressão ao contrabando, crescimento de 21,38% em relação aos primeiros seis meses de 2014. O total geral de mercadorias ilegais identificadas somou 15.860, uma queda de 28,9%. Como o valor dos bens identificados neste ano era maior, o valor total das apreensões aumentou.

 

 

  • A vida de cadeirante em Maceió verdadeiramente é um sacrifício diário. Até mesmo nos mais modernos e bem equipados locais, a dificuldade de locomoção para uma pessoa na cadeira de rodas é uma dificuldade.
  • Foi o que passou o jornalista José Aldo Ivo, na abertura do 41º Congresso Brasileiro dos Cronistas Esportivos. Só para situar o leitor que não o conhece, Aldo Ivo é um dos fundadores da ACDA (Associação dos |Cronistas Esportivos de Alagoas, que promoveu o Congresso) e do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas. Foi ele o responsável pela implantação do Curso de Comunicação da Ufal.
  • Com certa dificuldade de locomoção, foi oferecida ao jornalista uma cadeira de rodas do Centro de Convenções. Mesmo com dificuldade, conseguiu, com o apoio de amigos chegar ao Teatro Gustavo Leite.
  • Foi só. Aldo Ivo ficou na última fila, não conseguiu se aproximar da Mesa das autoridades, nem ficar próximo de velhos companheiros da crônica esportiva brasileira, sentados em filas de poltronas mais abaixo no Teatro.
  • As portas laterais estavam trancadas e mesmo assim o acesso era impossibilitado.
  • Fica o alerta para os gestores do Centro e do Teatro Gustavo Leite, para terem uma maior atenção com as pessoas que necessitam de uma locomoção diferenciada. E para os organizadores dos eventos com seus homenageados locais.