Olívia Cerqueira

14 de agosto de 2015

Empregadores brasileiros pretendem contratar mais mulheres que desejam voltar a trabalhar após a maternidade

São Paulo, agosto de 2015 – Nova pesquisa feita pela Regus, líder mundial em soluções flexíveis de espaços de trabalho, revelou que 26% das companhias planejam contratar – em 2015 – um número ainda maior de mulheres que estão retornando ao mercado de trabalho após a maternidade. E o Brasil se apresenta, nesse cenário, com 1 ponto percentual acima da média mundial – 27% de respondentes com intenção de avançar na contratação de profissionais com esse perfil. O estudo global contou com a opinião de mais de 44.000 executivos sêniores baseados em mais de 100 países.

A pesquisa ressalta que esse público é especialmente valorizado por negócios e empresas globais por, entres outros fatores: terem experiência e habilidades variadas, além de transparecerem confiabilidade e conseguirem administrar bem o tempo. Em adição a isso, elas são vistas como menos propensas a mudar de emprego, garantindo às empresas as vantagens da retenção. Pesquisa anterior da Regus já havia confirmado que 57% das companhias acreditam que reter mães trabalhadoras ajuda a melhorar a produtividade.

Mulheres que estão retornando ao mercado após a licença maternidade têm um importante papel na economia, de modo geral, ao impulsionar o PIB por meio do aumento da participação feminina na força de trabalho. E, para garantir que as demandas, por vezes divergentes, entre a maternidade e os negócios não sejam uma razão para elas deixarem o mercado, grande parte dos pesquisados enfatiza que o trabalho flexível é fator importante no que se refere a atrair o talento feminino: mais precisamente, 83% dos respondentes confirmam que o trabalho flexível é crucial para atrair e reter esse perfil de profissional.

 Ainda:

·  Mais de um quarto das empresas afirmam que irão contratar para 2015 mais colaboradoras que querem voltar ao mercado depois da maternidade;

·   Trabalhadoras desse grupo específico são valorizadas pela sua experiência e habilidades (55%) e transparecem maior confiabilidade (30%) e organização (31%) do que outros funcionários da equipe;

·  Foi relatado pelos executivos que mulheres que voltaram ao mercado pós–licença trabalham de maneira bastante eficiente (23%) e são funcionárias mais solidárias (23%).

 “Há uma grande quantidade de potencial inexplorado entre esse público que hoje está fora do mercado. O trabalho flexível permite que as empresas explorem essa força de trabalho e ofereçam às mães recém-saídas da licença maternidade um caminho para que voltem à atividade. Os benefícios para os negócios da companhia são claros: menor rotação de funcionários, diminuição dos custos com a contratação e treinamentos e, ainda, acesso à uma parcela talentosa de mão de obra”, afirma Otávio Cavalcanti, diretor da Regus no Brasil.

No entanto, as empresas observam que para reter esse perfil de funcionários é necessário certo nível de flexibilidade por parte das corporações, como por exemplo abrir a possibilidade de que elas trabalhem mais perto de casa.

“A tendência para o estímulo do aumento do trabalho flexível é muito forte. Se as empresas desejam que essas mulheres retornem ao mercado, fica evidente a necessidade de se reavaliar o uso de trabalho flexível para atrair os melhores talentos”, conclui Cavalcanti.

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