Flávio Gomes

1 de agosto de 2015

Uma mulher incomparável

Há certas situações na vida que a gente só pode avaliar quando passa por elas. E não há provação maior do que a perda de alguém que a gente quer bem. Pior é que quando se alcança certa idade se passa a ter, com maior intensidade, essa sensação ruim de vazio, de impotência, a cada ocorrência dessas perdas. Aos 55 anos perdi meu pai. Aos 57, perdi meu irmão mais velho. Agora, aos 60, perdi minha mãe. Com cada um deles foi-se um pouquinho de mim. Não há como não ter esse sentimento, por mais que se acredite num outro plano. No momento oportuno me referi aos demais. Hoje, uma semana depois da triste notícia, é, infelizmente, a vez da minha mãe. Há quem não tenha afeição aos entes familiares, por mais absurdo que possa parecer. Eu me incluo dentre os que cultuam seus entes queridos. E minha querida mãe é um deles. Linda, externa e internamente, foi daquelas pessoas que viveram para fazer o bem. Todos os que com ela conviveram atestam isso. Culta, bastante preparada intelectualmente, por circunstâncias da vida não se firmou profissionalmente. Como referência funcional constou sempre como “do lar”. Nesse mister foi exemplar como filha, irmã, esposa, mãe, avó e bisavó. O fato de não ter tido uma profissão convencional fez com que nós pudéssemos tê-la em toda a intensidade na dedicação à família. O que é uma raridade num mundo cada vez mais voltado para o ter do que para o ser. Em momentos difíceis, de perda tão significativa, lamentar é o convencional. Mas aproveito também para publicamente agradecer pelos ensinamentos, pela paciência, pela abnegação, pelo exemplo de mãe e de mulher incomparável. E, repetindo sua convencional expressão de despedida, agora sou em quem digo: “Vá com Deus, mamãe”.

A conferir

A posse do ex-governador Téo Vilela na presidência do PSDB/AL, dia 14, já gera expectativa. Uns esperam que ele responda às críticas que lhe têm sido feitas por Renan Filho, que o sucedeu; outros acreditam que Téo manterá o estilo, seu e do partido, de não radicalizar – até porque é bem possível uma aliança com os Calheiros, já em 2016.

Estratégia

Apesar das dificuldades financeiras, Rui Palmeira tem conseguido marcar presença na periferia, com obras pequenas, mantendo um espaço conseguido dos tempos de Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. E não se furta de dar satisfações a quem o procura, mesmo que seja sobre problemas que não conseguiu sanar, como na Saúde.

Embate

Essa presença de Rui Palmeira nos bairros, com ações, é considerada importante do ponto de vista político, porque no próximo ano, ao tentar a reeleição, ele poderá ter como adversário o deputado federal Cícero Almeida, ex-prefeito muito bem avaliado na periferia. Se Almeida obtiver legenda para se candidatar, será um confronto interessante.

Elogio

O governador Renan Filho cumpriu um compromisso com o trade turístico ao assinar a ordem de serviço para implantação da obra da linha expressa de esgotos da Praça Lyons, na Pajuçara, à Praça 13 de Maio, no Poço. O presidente do Sindicato dos Hotéis, Carlos Gatto, elogiou: “Com esta obra vamos eliminar a poluição e abrir novas frentes comerciais”.

Distância

Enquanto muita gente manifesta interesse em disputar mandato de prefeito, em 2016, há quem não tenha nenhum interesse na questão. Caso do médico Peri Brandão, que está sendo assediado para voltar à Prefeitura de Viçosa. Ele dirigiu o município por quatro anos, deixou tudo arrumado, administrava e financeiramente, mas nem pensa em voltar.

Penúria

Na próxima 2ª feira, bolsistas da Ufal se concentrarão, às 14 horas, na entrada do Hotel Jatiúca, no momento de reunião do Conselho Nacional de Educação, engajando-se ao protesto contra o corte de R$ 10 bilhões feitos pelo governo nos recursos para Educação. Eles estão passando privações, como falta de alimentos e de dinheiro para aluguel.

Constatação

Do procurador Deltan Dallagnol, da Operação Lava a Jato: “A pena da corrupção varia de dois a 12 anos de prisão. É uma pena que não ultrapassa quatro anos e é executada em regime aberto. Ou seja: a pessoa teria que dormir na casa do albergado. Como não existem casas do albergado, a pessoa fica em casa. Isso equivale a nada”.

 

* Gestores e professores dos ensinos fundamental, médio e superior participam, dia 7, do III Encontro Alagoano de Educação Empreendedora, no Hotel Jatiúca. A inserção do empreendedorismo em todos os níveis de ensino será a questão debatida no evento.

* O Complexo Cultural Teatro Deodoro recebe neste final de semana o grupo cearense Bagaceira, com o espetáculo “Interior”, que trata da situação de duas velhinhas que insistem em não morrer. Hoje, às 20 horas; amanhã, às 17 horas. Entrada franca. Contato: 98888.3031. 

* A cantora Zizi Possi, dona de uma das vozes mais bonitas da música brasileira, apresenta hoje à noite o show “Sala de estar”, no Teatro Gustavo Leite, do Centro de Convenções de Maceió. Vendas em ingressorapido.com.br. Informações: 99928.8675.

*Outro nome reconhecido da música nacional, Fátima Guedes, cantora e compositora carioca, também se apresenta hoje em Maceió, com o show “Tudo que aprendi de amor”, às 20 horas, no Teatro Deodoro. Ingresso a R$ 50,00. Informações: 99119.4902 / 99983.2282 / 2126.6100.

*A II Corrida dos Advogados será realizada em 9 de agosto, Dia dos Pais, com uma novidade este ano: a Corrida Kids, para crianças de 3 a 12 anos. É uma iniciativa da Caixa de Assistência dos Advogados de Alagoas. Qualquer pessoa pode participar. As inscrições se encerram hoje.

 

*O Coruripe tem um jogo decisivo hoje, em casa, contra o Campinense/PB, líder do seu grupo na Série D do Campeonato Brasileiro. Se vencer, o time alagoano assume provisoriamente o segundo lugar da chave; se não, passa a ter grandes dificuldades de classificação. Às 19h30m.

 

*Qual será o CRB de hoje, contra o Paraná Clube, em Curitiba? Aquele apático, de más atuações e derrotas dentro de casa, ou o aguerrido, de grandes exibições? Vamos ficar sabendo a partir das 16h30m, quando a partida se inicia. O retrospecto é amplamente favorável aos paranaenses.

 

“Não há saída boa que não passe por uma nova eleição. Será preciso negociar com Michel, Eduardo Cunha e Renan. Um governo precisa ser legitimado pelas urnas”

Marcus Pestana

Deputado federal do PSDB/MG