Blog do Dresch

4 de julho de 2015

Cooperativa pretende arrendar a Uruba

Os esforços da Cooperativa dos Produtores Rurais do Vale de Satuba (Coopvale) para arrendar a Usina Uruba, de Atalaia, ganharam o apoio do Secretário Álvaro Vasconcelos, da Agricultura, Pesca e Aquicultura. Ele participou esta semana de um debate na sede da Asplana, onde o assunto foi discutido, e as dificuldades colocadas à mesa. A Usina Uruba encerrou suas atividades há dois anos, deixando quase dois mil trabalhadores desempregados, e com uma dívida de aproximadamente R$ 18 milhões a fornecedores. Entre estes credores estão os integrantes da Coopvale, que decidiram se juntar e buscar meios, pelo menos para reerguer a indústria.

Usina arrendada 

De acordo com um dos diretores da Cooperativa, Glauber Tenório, o processo de arrendamento da Uruba esta em fase de conclusão por parte do Poder Judiciário. O grupo agora busca financiamento justo a instituições financeiras para viabilizar a reabertura da usina. Segundo Glauber, “a Coopvale tem cerca de 310 mil toneladas de cana, e são necessárias mais 700 mil para colocar a usina em funcionamento, após a conclusão do processo na Justiça”. Segundo ele, pelo levantamento técnico realizado, a Usina Uruba tem capacidade para moer até 1,1 milhão de toneladas por safra.

O futuro do jornalismo

O futuro da imprensa e da atividade jornalística no Brasil e no mundo nortearam os trabalhos do 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, que termina hoje em São Paulo. Uma das mais concorridas apresentações foi do norte-americano Evan Smith, cofundador e editor-chefe do jornal “Texas Tribune”. Ele apresentou um painel sobre jornalismo sem fins lucrativos baseado na experiência desenvolvida por sua equipe nos Estados Unidos. O jornalismo científico igualmente foi bastante participativo e contou com a condução do jornalista Álvaro Pereira Júnior, do Fantástico da Globo, e Mauricio Trufani, da Scientific American Brasil. Hoje, dia do encerramento do Congresso, os jornalistas Leão Serva e Matias Molina comandam um painel sobre os jornais brasileiros, que terá como base a pesquisa para o livro “História dos Jornais do Brasil” da editora Companhia das Letras, de Molina. Entre os seminários paralelos ao evento, chamou atenção o promovido pela ONG Contas Abertas, sobre a fiscalização dos gastos públicos, e a oficina sobre o uso do Twitter e do Google Maps para a produção de reportagens. Dois dos mais importantes jornalistas brasileiros foram homenageados no evento: Clóvis Rossi, repórter e colunista da Folha de São Pulo, e Claudio Abramo, da ONG Transparência Brasil. Referências do bom jornalismo brasileiro.

Adesivos ofensivos

A Secretaria de Politicas Para Mulheres da Presidência da República encaminhou denúncia ao Ministério Público Federal, a Advocacia Geral da União e ao Ministério da Justiça, por causa dos adesivos contra a Presidente Dilma Rousseff. O material, vendido em sites, coloca o rosto da Presidente no corpo de uma mulher de pernas abertas. O adesivo é colado na entrada do tanque de combustível dos veículos, sugerindo penetração sexual de extremo mau gosto. A Secretaria classificou o material como “violenta deturpação da imagem da Presidente Dilma Rousseff”.

Adesivos ofensivos 2

A ministra Eleonora Menicucci, titular da Secretaria, disse ter sido surpreendida pelo teor dos adesivos. “Recebi as denúncias com muita indignação. É intolerável o material que violenta a imagem da Presidente. Ele fere a Constituição ao desrespeitar a dignidade de uma cidadã brasileira e da instituição que ela representa” afirmou a Ministra. Ela lembrou que a Secretaria tem como principal objetivo promover a igualdade entre homens e mulheres e combater todas as formas de preconceito e discriminação.

 Maravilha depredada

Mais de 30% da Grande Muralha da China, uma das grandes maravilhas do mundo, desapareceu ao longo do tempo, devido a condições meteorológicas adversas e atividades humanas irresponsáveis, como a retirada de tijolos para a construção de casas e como souvenirs de turistas. Em alguns trechos, o monumento, considerado patrimônio da humanidade pela ONU, esta tão degradado que as estimativas do seu cumprimento total, de 21 mil quilômetros, estão reduzidos a 9 mil quilômetros. Construída na Dinastia Ming, a Muralha não é uma construção integrada, mas uma construção por seções que se estende por milhares de quilômetros atravessando diversas regiões chinesas.

Maravilha depredada 2

 A construção teve inicio por volta do século 3 a.C. mas cerca de 6,3 mil quilômetros foram edificados na Dinastia Ming, entre 1369 e 1644, incluindo os setores mais visitados ao norte de Pequim. Desse total, 1.962 quilômetros desapareceram ao longo dos séculos. O turismo e as atividades locais também têm colaborado para o desgaste. Pessoas mais pobres da Província de Hebei, na região de Lulong, tem o hábito de recorrer aos tijolos da Muralha para construírem suas casas. Algumas peças, como placas com inscrições chinesas são vendidas para turistas por 4,30 euros cada. A exploração turística das seções incompletas da Grande Muralha tem atraído mais turistas do que é possível comportar, originando um desgaste ainda maior.

  • O Ministério da Saúde disponibilizou R$ 2,4 milhões para ampliação e melhorias no atendimento do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, o HU.
  • O recurso faz parte das ações do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais, desenvolvidos em parceria com o Ministério da Educação.
  • Com esse incentivo os hospitais universitários podem adquirir equipamentos, realizar pequenas reformas, comprar materiais, melhorar as condições de atendimento aos usuários.
  • De acordo com o Ministério da Saúde, de 2010 a 2014 foram repassados a todos os Hospitais Universitários do país mais de R$ 2,3 bilhões.
  • Os hospitais universitários são vinculados às instituições de ensino superior do Ministério da Educação, responsável pelo pagamento e contratação de profissionais.