Ailton Villanova

9 de junho de 2015

Ele bem que foi avisado!

     Nervosão, pelo fato de ter que embarcar, pela primeira vez, num avião – e logo para os Estados Unidos! -, o Adalardo sentou-se à mesa de um daqueles barzinhos do aeroporto, e pediu uma dose dupla de uísque. Bebeu uma, bebeu duas, bebeu três… enfim, bebeu todo o conteúdo de uma garrafa. Pra lá de embriagado, ele subiu vacilante na aeronave – um jato de luxo especializado no transporte de pessoas famosas.

     Horas depois, quando a aeronave se achava cortando os ares internacionais, eis que bateu no velho Adalardo aquela vontade de fazer xixi e cocô, ao mesmo tempo. Sem vacilar, ele correu pro toalete masculino: ocupado. Daí a pouco, nova tentativa e o bicho

continuava ocupado.

 

     Depois de várias ações frustradas de encontrar desimpedido o maldito toalete, o amigão já dava sinais de desespero. Percebendo o seu drama, a aeromoça liberou para ele o toalete feminino, mas advertiu-o com rigor:

     – Em hipótese alguma aperte os botões com as iniciais AQ, AM, PT e RAA!

     Adalardo foi lá. Já aliviado, ele não pôs resistência à tentação de descobrir o motivo da proibição. Apertou o botão AQ e, para sua agradável surpresa, sentiu um jato de água quente molhando o seu traseiro. Entusiasmado com essa mordomia feminina, Adalardo pressionou o segundo botão – o AM -, e recebeu um agradável bafo de ar morno soprando delicadamente o seu fiofó. Ansioso, apertou o botão PT e apreciou o prazer de uma esponja macia passando talquinho na sua bunda. Finalmente, não resistiu e pressionou o dedo no último botão, o que continha as letras RAA.

     Para encurtar a história, Adalardo acordou num hospital americano, gentilmente assistido por uma enfermeira espetacular. Bastante assustado, ele perguntou:

     – O que aconteceu? A última coisa que me lembro é que estava no toalete feminino, a bordo de um avião…

     E a enfermeira:

     – Pelo que eu soube, o senhor bem que foi avisado de que não deveria apertar o botão do Removedor Automático de Absorvente…

 

 

Todo cuidado é pouco!

 

     Conservadora ao extremo, madame Orifícia Alberta foi ao ginecologista pela primeira vez. Assim que se deitou na maca de exames e abriu as pernas, o médico espantou-se:

     – Caramba! A senhora tem a maior vagina que eu já vi!

     Preocupada, assim que chegou em casa, dona Orifícia Alberta colocou um espelho no chão, ficou pelada e agachou-se sobre o referido, tentando olhar para o próprio canal vaginal. Nesse momento, chegou o marido, que reagiu intrigado:

    – Ôxi! Quê que tá fazendo aí, mulher?

    Com um sorriso amarelo, ela respondeu, disfarçando:

    – É… é… ginástica!

    – Ah, tá. Cuidado pra não cair nesse buracão aí no chão, viu?

 

 

Um Jesus muito resistente!

 

     O português Cesário Madeira nunca foi chegado a uma igreja. Mas de tanto a mulher – que era brasileira – insistir, ele a acompanhou e assistiu à encenação da Paixão de Cristo, numa sexta-feira santa. Ao ver a cena do flagelo, ele se espantou e perguntou à patroa:

     – Ó mulheire! Mas o que é isto? Quem é aquele que está a apanhaire tanto?

     – Ela responde sussurrando:

     – Aquele é Jesus Cristo.

     No ano seguinte, a portuguesa conseguiu novamente carregar o  marido para ir ver a encenação da Paixão, na igreja. Obviamente, a coisa toda foi igual à do ano anterior. O lusitano então não se conteve e, revoltado, comentou com a mulher:

     – Ó raios! Mas como esse tal de Jesus Cristo aguenta? O gajo apanhando desde o ano passado!

 

 

O super herói confundido

 

     Dando uma de turista lá pras bandas do México, o Manuel Castanho caminhava num parque deserto quando, de repente, surgiu-lhe um cavaleiro mascarado todo de preto, com capa e espada. O português assustou-se:

     – Ai Jesus! Quem és tu, ó gajo? Pareces um urubu!

     – Como? Você não sabe quem sou eu? Nunca me viu no cinema, na televisão?

     – Nunquinha!

     O mascarado fez com a espada a enorme marca de um “Z” no tronco de uma árvore e perguntou ao Manuel:

     – E aí, já descobriu quem sou eu?

     – Ah, sim. Tu és o Zuperman!

 

 

Remédio pra lá de eficiente

 

     O sujeito entrou na farmácia todo enrolado de cachecol, com o nariz vermelho, o sobretudo abotoado até o gogó, tossindo que nem um condenado.

     – Pelo amor de Deus! Um remédio pra tosse. Mas que funcione meeesmo! Eu já tomei de tudo e nada funcionou!

     O farmacista pegou um frasco e o entregou ao sujeito, afirmando ser um santo remédio pra tosse.

     – Isso aqui é remédio pra tosse? Pelo que sei é um laxante, e dos brabos!

     – Mas é eficientíssimo contra a tosse. – teimou o farmacista.

     – O senhor tem certzea que eu vou parar de tossir?

     – Meu amigo, tomando esse laxante você não vai se atrever a tossir.

 

 

Preto é preto!

 

     Naquela cidade do interior, existia um negão muito empolgado, só porque era médico e rico. Morava numa mansão. Por causa do seu complexo de superioridade, da sua boçalidade, a turma não gostava dele. Um dia, pixaram num dos muros da mansão, recentemente pintado de branco:

     “Aqui mora um preto.”

     O doutor nem se abalou, apesar de não gostar que o chamassem de preto. Mandou um dos empregados pixar abaixo da outra pixação:

     “Um preto que é rico e bonito”

     No dia seguinte, apareceu no muro uma terceira pixação:

     “Mas é preto.”