Blog do Dresch

6 de junho de 2015

De repórter a delator do FBI

                   O empresário paulista J. Hawilla, fundador e proprietário da Traffic, acabou sendo um dos principais pivôs da investigação sobre a Fifa e agora parece como colaborador do FBI desde 2013. Reportagem publicada pela Folha de São Paulo mostra que o ex-repórter da Globo passou a usar grampos em conversas com outros envolvidos em esquemas de pagamento de propina e lavagem de dinheiro ligados a contratos de futebol, inclusive com o ex-presidente da CBF José Maria Marín, preso na Suíça. Hawilla formalizou um acordo com o FBI após ter sido denunciado por outro envolvido. Além de auxiliar nas investigações com gravações, ele garantiu devolver US$ 151 milhões (R$ 473 milhões).

De repórter a delator 2

                   Hawilla além da Traffic (maior empresa de marketing esportivo da América Latina) detém ainda os direitos de divulgação (placas de campo) nos principais estádios do mundo, e é proprietário da TV TEM, afiliada da Rede Globo, que transmite para 318 municípios do interior paulista. A sua gravação com o então presidente Marín sobre a propina (R$ 2 milhões) relacionada aos direitos de transmissão da Copa do Brasil foi utilizada para que a Justiça formalizasse a acusação contra Marín e decretasse sua prisão na Suíça. Na gravação, Marín diz a Hawilla que a propina deve ser direcionada exclusivamente a ele e a Marco Polo Del Nero e que o ex-presidente Ricardo Teixeira, deixasse de continuar recebendo uma parte do dinheiro.

De repórter a delator 3

                   Filho de um dono de laticínio de origem libanesa, Hawilla começou na comunicação como repórter de campo, na Rádio PRB-8, em São José do Rio Preto (SP) sua terra natal. Em 1963 mudou-se para São Paulo, mantendo a profissão de repórter esportivo, até entrar na TV Globo, onde chegou a comandar o esporte em São Paulo. Mas, como organizou e comandou uma greve em 1979, foi demitido. Desempregado, tentou seguir como empresário em duas frentes: uma frota de carrinhos de cachorro-quente, e na compra de uma pequena empresa que comercializava anúncios em pontos de ônibus chamada “Traffic”.

De repórter a delator 4

                   O cachorro quente não vingou, mas a Traffic tornou-se nas três décadas seguintes, a maior empresa de marketing esportivo da América Latina, através da exploração dos direitos de comercialização de torneios como Libertadores, Copa América e Copa do Brasil. Atualmente J. Hawilla tem em Rio Preto, dois megaempreendimentos imobiliários: o condomínio de luxo Quinta do Golfe, e o complexo de escritórios Georgina, ainda em construção. Os investimentos chegam a R$ 900 milhões, segundo cálculo do jornal Diário da Região. Além da TV TEM, ele mantém residência na cidade, uma fortaleza de 15 mil metros quadrados, o equivalente a dois campos de futebol.

Superbactéria no DF

                   A Secretaria de Saúde do Distrito Federal tem enfrentado uma situação preocupante nos últimos dias em relação ao surgimento de uma bactéria multirresistente, identificada como Acinetobacter Baumannii. No fim de semana passada três pacientes infectadas foram a óbito, e outros 16 pacientes tiveram de ser isolados no Hospital Regional de Santa Maria, a 30 quilômetros de Brasília. Segundo a direção do hospital, dois pacientes passam por tratamento com antibióticos. Em 14 pessoas, a bactéria foi encontrada, mas não causa infecção. Outros cinco pacientes estão infectados com bactérias multirresistentes, internados em outros hospitais. Contudo, o diretor de Infectologia do Hospital Santa Maria, Paulo Cortez, descartou que o DF esteja passando por um surto de contaminação por bactérias multirresistentes. De acordo com o médico, os pacientes infectados têm doenças crônicas e longo tempo de permanência na unidade hospitalar. “Todos os pacientes são submetidos aos protocolos de segurança do Hospital. Os leitos estão isolados individualmente e não há áreas interditadas” afirmou. Assim como o KPC e o enterococo, bactérias identificadas no Distrito Federal, o Acinetobacter não se propaga pelo ar e só pode ser transmitida de uma pessoa para outra pelo contato direto ou com os aparelhos utilizados por elas. Segundo os especialistas, a bactéria é comum em ambiente hospitalar.

 

Marcha das Vadias

                   Neste Domingo (7) a partir das 14h, acontece mais uma edição da Marcha das Vadias, manifestação feminina pela igualdade entre homens e mulheres e pela redução da violência doméstica contra as mulheres, seja de qualquer ordem como física, patrimonial, sexual ou psicológica. Outro pleito das mulheres que organizam a manifestação é a abertura de uma Delegacia Especializada da Mulher que permaneça aberta 24 horas e que disponha de um quadro completo de profissionais para atendimento à mulher vitima de violência. Hoje, Maceió possui duas Delegacias de Mulher, no centro e no Conjunto Cambuci, mas ambas com número reduzido de policiais e sem psicólogas e assistentes sociais.

Marcha das Vadias 2

                   A manifestação surgiu em 2011 na Universidade de Toronto, no Canadá, após diversos casos de abuso sexual em estudantes. Um policial disse que os abusos aconteciam “porque as mulheres se vestiam como vadias”. A partir daí o movimento virou internacional sempre com o protesto de que as mulheres são vitimas de estupro, ou de outro tipo de abuso, por causa das roupas que usam. Em várias capitais mundiais a Marcha leva milhares de pessoas ás ruas, com cartazes de protesto, faixas e panfletos contra a violência praticada contra as mulheres.

 

  • O Brasil tem hoje uma população canina estipulada em 52,2 milhões de animais, estando presente em 44,4% dos domicílios, o que equivale a 28,9 milhões de lares, segundo pesquisa do IBGE.
  • Ainda segundo o IBGE, a população de gatos no país foi estimada em cerca de 22 milhões de felinos.
  • Segundo os dados, pode-se afirmar que o Brasil tem hoje mais cães do que crianças. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, de 2013, o país tinha 44,9 milhões de crianças de 0 a 14 anos.
  • Os dados relacionados aos cachorros são da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) elaborada pelo IBGE, em convênio com o Ministério da Saúde, e foi elaborada após visita a 80 mil domicílios, em 1.600 municípios de todo o país.
  • Em relação à presença de gatos, 17,7% dos domicílios do país possuía pelo menos um felino, o equivalente a 11,5 milhões de lares. A população de gatos em domicílios brasileiros foi estimada em 22,1 milhões, o que representa aproximadamente, 1,9 gatos por domicílio.