3 de junho de 2015

As guerras e o avanço da medicina

Apesar das destruições provocadas e produzidas pelas guerras principalmente nos países beligerantes, respingando no restante do mundo, elas (as guerras) deixam sempre para a medicina ensinamentos que vão sendo aperfeiçoados e trazem melhorias para a população. Não estou aqui fazendo apologia de um litigio para depois vir o resultado bom adiante.

No que diz respeito à ortopedia a primeira guerra mundial deixou como legado as hastes intramedulares de Kuntschner.

Estas hastes revolucionaram o tratamento das fraturas da diáfise do fêmur principalmente as transversas. Hoje elas estão aperfeiçoadas sendo usadas em outros tipos de fratura com o bloqueio distal e proximal.

Já na segunda guerra mundial tivemos a criação do tratamento por ondas de choque. Primeiro a litotripsia renal, depois o tratamento em ortopedia, em seguida em animais e agora com avanços para a área estética e cardiovascular.

Os cientistas alemães viram que os marinheiros que morriam devido aos bombardeios dos canhões ficavam por fora intactos. Por dentro estavam com lesões letais.

As ondas de choque são ondas sonoras que são produzidas na natureza por explosões. Recentemente aqui entre nós tivemos a explosão do paiol da policia na ladeira dos Martírios. As casas foram atingidas até a ladeira do Brito. Este deslocamento do ar chama-se então ondas de choque.

Litotripsia renal. Fragmentam os cálculos (pedras nos rins) e a urina desloca os mesmo sendo expelidos sem necessitar de cirurgia.

Tratamento com ondas de choque em ortopedia. Retira a dor fazendo uma analgesia. Cria uma circulação nova (neogênese vascular) para levar sengue bom ao local e nunca mais ter inflamação ali. Nos ossos que não colam idem. Nas calcificações fragmenta as mesmas e o organismo gradativamente vai reabsorvendo.

Na estética com esta mesma neogênese vascular vai solucionando as celulites. No miocárdio realiza vascularização (em fase de testes experimentais).