Ailton Villanova

29 de Maio de 2015

Logo a parte proibida!!!

     Ignorantão, proprietário de um monte de terras na região sertaneja, “coronel” Reostato Ribeiro meteu na cachola a idéia de conhecer os Estados Unidos. Aí, o que foi que ele fez? Montou  na velha Rural-Willys e se mandou de Água Branca pra Maceió. Em aqui chegando, alugou uma garagem no bairro da Levada, guardou o veículo de estimação, percorreu lojas, comprou roupas e calçados novos e, isto feito, dirigiu-se a empresa aeroviária, onde chegou cheio de moral:

     – Ô esse menino – disse pro gerente – me veja aí uma passáge pros Estados Unidos!

     Ato contínuo, depositou sobre o balcão um maço de notas, novinhas estalando, todas de dez mil cruzeiros. O gerente arregalou os olhos, engoliu em seco e finalmente indagou:

     – Quando é que o senhor quer viajar?

     – Se num pudé sê hoje, pode sê amenhã!

     Dia seguinte, coronel Reostato estava sentado numa confortável poltrona de uma aeronave da Real Aerovias, rumando pros “States”. Comilão desenfreado, chegou lá por volta da meia-noite, morto de fome, depois de duas baldeações no Brasil. De mala na mão, parou num carrinho de lanche localizado na saída do aeroporto de Nova Iorque e, com muita dificuldade, através de gestos, perguntou o que havia pra rangar.

     – Hot dog – respondeu o vendedor, arranhando um espanhol de difícil entendimento.

     – “Roda Doga”?! Qui bobônica é isso?

     O vendedor explicou pro velho coronel que “hot dog” significava “cachorro quente”, sanduíche popularíssimo naquele país.

      Coronel Reostato achou esquisito comer cachorro. Mas, considerou que se o povo americano, que é demais evoluído, come cachorro, por que ele, um velho matuto, não comeria também?

      – Entonce, meu fío, me dá logo esse tár de cachorro quente, qui eu tô cum uma fome da disgrota!

     Aí, veio aquele pão com salsicha e molho de tomate, que todo mundo conhece. O velho examinou o produto e não gostou do que viu. Virou-se pro cara do carrinho de cachorro quente e desabafou:

     – Iscutaquí, meu fío… Só pur causo di qui eu sô istrangêro, pricisava vosmicê me dá logo essa parte do cachorro?!

 

 

Dando o trôco

 

     Circulando pela noite pajuçarense, o Oberivaldo Mastrúcio topou com a morena Maria Petrolina, entrosou um papo com ela e, não demorou muito, estavam os dois na maior curtição, dentro do carro do cara, estacionado no escurinho da praia de Cruz das Almas. As coisas foram esquentando e, quando tudo indicava chegariam logo aos “finalmentes”, a garota deu o “stop”:

     – Peraí, meu querido! Eu não disse antes, mas acontece que eu sou uma garota de programa. Eu cobro 50 paus.

     Oberivaldo ficou olhando pra ela por alguns segundos e foi em frente, depois de ter pago os 50 mangos. Terminada a transa, ele

acendeu um cigarro, deu uma tragada, soltou um rolo de fumaça pela venta e ficou olhando pro mar, através da janela do carro.

     – E agora, meu amor? – indagou Petrolina – Pra onde é que nós vamos?

     E o Oberivaldo:

     – Olha, eu não lhe disse antes, mas acontece que eu sou motorista de taxi e a corrida de volta à Pajuçara custa 50 reais!

 

 

Confissão comemorativa

 

     Padre Olímpio tinha acabado de tomar o seu café da manhã e fazia a digestão refastelado na sua cadeira de balanço, instalada na varanda da sacristia. Em dado momento, emboca um sujeito muito eufórico:

     – Padre, ontem eu fiz amor com minha mulher 19 vezes!!!

     E o velho reverendo, sem dar muita importância ao fato:

     – Mas se foi com sua mulher, meu filho, isso não é pecado.

     – Padre, foram 19 vezes! Eu tinha que contar para alguém!

 

 

O primeiro campeão

 

     O amigão Neuribáldio deu garra de uma gostosa morena na noite jaragualina, e se mandou com ela pro motel mais próximo. Entre quatro paredes, pintaram as canecas. Lá pelas tantas, os dois deram uma paradinha e a garota entendeu de lhe fazer uma confidência:

     – Sabe, meu nego, até hoje nenhum homem dormiu comigo…

     – Ah, não me venha com esse papo de que eu sou o primeiro!

     – Se conseguir dormir, sim!

 

 

O outro mais alto

 

     Numa conferência internacional sobre assuntos  latinoamericanos, um argentino conversava com um europeu, enquanto eles tomavam um cafezinho. A certa altura do papo, o portenho indagou:

     – Che, sabes qual o país mais perto do céu?

     – A Argentina, suponho… – respondeu o europeu enfadado.

     – No, che. No! É o Uruguai que está do lado da Argentina!

 

 

“Mi amado Fidel”

 

     Um grupo de atletas cubanos passeava por Copacabana, no Rio, quando um dos cartolas da delegação – um velhinho de 80 anos – sofreu um ataque cardíaco. Caído no chão, pediu, como último desejo, uma bandeira para se despedir de sua querida Cuba.

     Procuram daqui, procuram dalí, não havia sequer uma flâmula de mão. Foi quando uma das belas atletas, penalizada com o sofrimento do velhinho, confessou que tinha tatuada na bunda uma bandeira de Cuba. E logo se ofereceu para ajudar. No meio da rodinha, a garota virou-se de costas para o moribundo, baixou o short e deixou à vista a bandeira cubana tatuada no meio daquela colossal abundância. O vetusto agarrou-a firmemente e beijou a bandeira, bradando:

     – Mi querida Cuba! Me despido con recuerdos, mi vieja Habana, mi hermosa tierra!

     E tome beijos e mais beijos na bandeira, diante do emocionado grupo de atletas. Depois de um certo tempo, o velhinho moribundo pediu, então, à garota:

     – Mira, chica, ahora faz lá vuelta que tambien quiero despedirme con um bejo bien grande de mi amado Fidel…