Blog do Dresch

23 de Maio de 2015

Ministério quer garantia de municípios

                   As obras do Programa Minha Casa, Minha Vida em 17 municípios alagoanos não podem parar. O Ministério das Cidades quer uma sinalização e uma garantia das prefeituras, para poder prorrogar o prazo de entrega das casas, marcado inicialmente para o próximo dia 23 de Junho. A exigência do Ministério foi transmitida á Secretária de Infraestrutura, Aparecida Machado, que esteve reunida com os técnicos do Ministério, esta semana em Brasília, exatamente para discutir a situação dessas obras, que estão em ritmo lento nos 17 municípios. Caso não seja dada uma garantia ao Ministério, existe o risco de devolução dos recursos dos recursos.

Alerta aos municípios 2

                   A Secretária de Estado da Infraestrutura foi informada pelos prefeitos que o cronograma de entrega não poderia ser cumprido em virtude do tempo muito curto. “Fui orientada a informar ao Ministério das Cidades as providências que estão sendo tomadas para a continuidade das obras. Só após a comprovação da retomada, o Ministério poderá se posicionar sobre um prazo máximo. A medida é necessária para evitar novas prorrogações, como já foi feito em ocasiões anteriores, sem que haja evolução na execução das obras” explicou Aparecida, que ficou encarregada pelo Ministério de coordenar a retomadas dos serviços.

Alerta aos municípios 3

                   O contrato foi firmado entre o Governo federal, o Estado e os municípios com menos de 50 mil habitantes. A contratação foi realizada nos anos de 2009 e 2012 através do Programa Minha Casa, Minha Vida, pelo sistema de Oferta Pública do Ministério das Cidades. Segundo a Secretária, um dos motivos no atraso das obras, aconteceu pelo atraso no repasse de recursos por parte do Ministério das Cidades, além da não realização dos serviços do sistema elétrico por parte da Eletrobrás, desde o ano passado.

A taxação dos bancos

                   Para dividir o ônus do ajuste fiscal, o governo resolveu editar uma medida provisória elevando a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 15% para 20% das instituições financeiras. A medida atinge os bancos e as corretoras de câmbio e de valores mobiliários e ainda sociedades de crédito. Segundo o Ministério da Fazenda, a arrecadação extra obtida com essa proposta, ficará entre R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões por ano. Em 2014, a CSLL paga pelas instituições financeiras chegou a R$ 10,9 bilhões. O objetivo dessa proposta, segundo o jornal Estadão, é “pegar o andar de cima” e dar uma resposta aos críticos que protestam contra ao ajuste fiscal, que atingiu principalmente setores trabalhistas e previdenciários. Também é uma resposta aos senadores descontentes do Partido dos Trabalhadores. A área politica do governo acredita que a medida vai ter a simpatia da população, diante da divulgação dos lucros bilionários dos bancos no primeiro trimestre deste ano. A CSLL é uma contribuição criada em 1988 para as pessoas jurídicas com o objetivo de financiar a seguridade social. A base de cálculo da contribuição é o lucro liquido do período de apuração antes da provisão do Imposto de Renda. O último aumento da CSLL aconteceu em 2008, no segundo mandato do Presidente Lula, ocasião em que a economia brasileira também enfrentava uma crise. A alíquota então subiu de 9% para os atuais 15%.

 

Maconha sintética

                   O uso da maconha sintética nos Estados Unidos tem causado um aumento vertiginoso no número de internações hospitalares. O produto é feito com plantas borrifadas com substâncias químicas que mimetizam os efeitos do principal ingrediente psicoativo da maconha, o THC, tornando-a mais potente. A versão sintética surgiu em 2008 e logo se tornou disponível nas lojas de conveniência, em locais de venda de produtos e equipamentos para fumo e pela internet. Em Janeiro os centros de controle de intoxicação registraram 359 casos de problemas com o produto. Em Fevereiro, 273 e em Março, 269. Já em Abril o numero de internações pulou para 1.500.

Maconha sintética 2

                   Pesquisadores atribuem o aumento de internações a um composto chamado MAB- Chminaca, encontrado em testes feitos com a droga sintética. É um produto novo e ainda não proibido. Um pacote de 3g de maconha sintética custa cerca de US$ 30, preço similar ao da maconha comum. O produto se tornou popular porque é mais fácil de ser comprado, parece inofensivo e suas substâncias não são detectadas em testes de drogas, segundo divulgou em nota o Instituto Nacional do Abuso de Drogas.

Maconha sintética 3

                   Por ser bem mais potente que a cannabis, a versão sintética causa vômitos, convulsões, alucinações, pressão alta, perda de consciência e pode levar à morte. Houve duas mortes por overdose no Mississipi e uma em Virgínia. No Alabama mais de cem pessoas foram internadas, em Nebraska registraram-se outros cem casos de overdose. Em Nova York, houve mais de 120 atendimentos nos pronto-socorros ligados à maconha sintética durante pouco mais de uma semana em Abril. No começo do ano o numero de atendimentos era de duas a três por dia.

 

  • Termina neste Domingo a programação da Semana Nacional de Museus, que teve nesta 13ª edição o tema “Museus para uma Sociedade Sustentável”.
  • Participaram da programação 1.378 instituições, em 609 municípios dos 27 estados da Federação, que promoveram no período 4.570 atividades.
  • O tema deste ano teve a intenção de lembrar o papel exercido pelos museus na construção do desenvolvimento sustentável.
  • A iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus, que defendeu a proposta de que os Museus, como educadores e mediadores culturais, têm a tarefa de conscientizar o público sobre a necessidade de viver em uma sociedade mais harmoniosa.
  • A Região Nordeste teve a segunda maior participação de instituições e centros culturais inscritos com 322, ficando atrás somente do Sudeste, com 579 instituições.
  • Em Alagoas quatro municípios, além de Maceió participaram a Semana Nacional de Museus.