Olívia Cerqueira

22 de Maio de 2015

Encontro afro debate racismo

Sirley Veloso

 

Discutir o cotidiano do racismo contemporâneo e a construção das relações humanas é a finalidade do XIX Seminário Afro Alagoano ÍGBÀ ÉMÍ WÁ, aberto nesta sexta-feira (22), no Auditório Aquatune, no Palácio dos Palmares. O encontro é uma realização do Instituto Raízes de Áfricas e tem o apoio do Governo do Estado, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), e do Ministério Público Estadual.

A abertura do evento contou com a presença do secretário de Comunicação Ênio Lins, da secretária da Mulher e dos Direitos Humanos, Roseane Cavalcante, Rosinha da Adefal, e do promotor do Ministério Público Estadual Sérgio Jucá.

ÍGBÀ ÉMÍ WÁ, segundo a presidente do Instituto Raízes de Áfricas, professora Arísia Barros, significa “eu estou aqui ´´. Para a professora, “o momento tem como propósito discutir a África que existe em cada um de nós, de como esta África é estereotipada. A gente é muito mais que batuque, que capoeira. Nós somos a primeira república livre e negra da América Latina ´´. Ressaltou, Arísia.

O secretário Ênio falou em nome do governador Renan Filho, que encontrava-se em outro evento, anteriormente agendado. Ênio ressaltou a importância da valorização e da integração racial, e destacou o relevante papel da professora Arísia, nas discussões do tema em Alagoas.

Segundo Rosinha, o momento é enriquecedor para a garantia e efetivação de políticas públicas de direitos humanos no Estado. “Venho dos movimentos sociais, mas especificamente das lutas pela pessoa com deficiência, e Arísia, realmente tem sido uma professora.´´ Afirmou a secretária Rosinha.

O encontro também contou com a participação da pedagoga e mestranda em Educação, pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Janny Hadassa, expositora de uma pesquisa realizada com alunos de 6°, 7° e 9° anos do ensino fundamental, que abordou a postura da educação sobre a diversidade étnico-racial, como também o reconhecimento dos alunos com relação à temática.

A pesquisa também avaliou a aplicabilidade da Lei 10.639, que estabelece a obrigatoriedade do ensino sobre história e cultura Afro-Brasileiras nas escolas de ensino médio, oficiais e particulares, em todo o Brasil.

O encontro tem continuidade na próxima segunda-feira ( 25), com a presença da consulesa da França, em São Paulo, Alexandra Loras. A representante francesa é jornalista e nasceu em um gueto parisiense.