Blog do Dresch

14 de Maio de 2015

Ajuste não afeta programas sociais

                   Dois dos principais programas sociais do governo federal não serão afetados com a proposta de ajuste fiscal. Segundo a Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o Programa Bolsa Família e o programa de construção de Cisternas não sofrerão qualquer tipo de corte ou de redução de atividades. “É muito importante que as atividades sejam mantidas, principalmente neste momento difícil da população e para os governos. Mas acreditamos que este processo seja passageiro. Não estamos revendo nosso modelo de desenvolvimento por inclusão” explicou a Ministra.

Ajuste mantém programas 2

                   O Bolsa Família é uma ação reconhecida internacionalmente como exitoso na inclusão social. É um programa de transferência direta de renda que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza. Segundo Tereza Campello, o governo esta reforçando a fiscalização do pagamento às famílias. O Programa de Cisternas consiste no financiamento da construção de cisternas de placas de cimento, principalmente na região do Semiárido brasileiro. Em Alagoas já foram construídas mais de 4 mil cisternas e para este ano estão previstas outras três mil.

Pressão alta virou regra

                   A mais recente pesquisa realizada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) apontou que 24,8% da população brasileira tem pressão alta. Os números mostram que as mulheres são maioria neste cenário e respondem por 26,8% dos casos, enquanto que a população masculina alcança 22,5% dos registros. Outro ponto detectado pela pesquisa é que a quantidade de hipertensos aumenta com o avanço da idade e com a diminuição da escolaridade. Entre as capitais pesquisadas, Palmas, no Tocantins apresenta o menor número de hipertensos, com 15,2%, enquanto que Porto Alegre (RS) tem a maior taxa chegando a 29,2% da população adulta. O estudo comprovou ainda que a população tem baixa compreensão sobre o consumo de sal em excesso, já que 47,9% dos entrevistados consideram seu consumo de sal adequado. Apenas 2,3% admitem consumo muito alto e 13,2% consumo alto. Sempre é bom lembrar que as doenças crônicas, como a hipertensão são responsáveis por 72% das causas de morte no Brasil. Os fatores de risco para tanto são o fumo, o álcool, a alimentação inadequada, o sedentarismo, alto consumo de sal, carnes com gordura e açúcar em excesso. O Ministério da Saúde continua trabalhando em conjunto com a Indústria de alimentos para a retirada do sal dos produtos progressivamente. O excesso no consumo de sal atinge principalmente a população de idosos, onde mais da metade tem pressão arterial elevada.

 

Justiça para todos

                   O Tribunal de Justiça de Alagoas retoma, neste Sábado (16) o projeto Justiça Itinerante, garantindo gratuitamente á população a emissão de documentos, solução de pendências judiciais, além de ações diversas de saúde, educação e lazer. As atividades serão desenvolvidas no Centro Universitário Tiradentes (Unit) em Cruz das Almas. Serão expedidos documentos como identidade (RG), título de eleitor, CPF, certidão de casamento, carteira de trabalho e 2ª via de certidão de nascimento. Também será possível solucionar pendências judiciais cíveis como divórcio consensual, reconhecimento de paternidade e retificação de certidão de nascimento.

Justiça para todos 2

                   A população de Cruz das Almas e adjacências, também poderá participar de cursos de qualificação profissional como noções de empreendedorismo, elaboração de currículo, planejamento financeiro além de produção de sabão e detergente. Também serão disponibilizadas consultas médicas, para aferição de pressão arterial e de glicemia, distribuição de kits de higiene dental e vacinação. Também serão realizadas atividades de lazer para crianças como teatro de fantoches, sessão de cinema, oficinas de leitura e de pintura.

Cadeia prá mais de metro

                   Preso desde 2001, o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, aumentou em mais 120 anos seu tempo de condenação no Brasil. Até agora ele já esta condenado há quase 300 anos por diversos crimes, mas principalmente por tráfico e homicídios.  Esta semana ele pegou 30 anos pela morte de cada um dos quatro rivais, assassinados dentro do Presídio de Bangu 1, em 11 de Setembro de 2002. Para o Ministério Público ele era o líder da facção Comando Vermelho e determinou o assassinato de quatro integrantes de uma facção adversária, a ADA (Amigos dos Amigos), que estavam em outra ala do mesmo presídio.

Cadeia prá mais de metro 2

                   Naquele dia, Beira-Mar comandou uma rebelião que durou 23 horas, que tinha como alvo o extermínio dos adversários, principalmente do traficante Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, fundador da ADA e um dos principais traficantes do Rio de Janeiro na época. Uê foi torturado e morto antes de ter o corpo queimado. Tiveram o mesmo destino naquele dia os traficantes Carlos Alberto da Costa (Robertinho do Adeus), Wanderlei Soares (Orelha) e Elpídio Rodrigues Sabino (Pidi). Beira-Mar atualmente cumpre sua pena na penitenciária de segurança máxima de Porto Velho, em Rondônia, mas já passou por diversas prisões, inclusive na Polícia Federal aqui de Alagoas.

 

 

  • Ainda sobre Fernandinho Beira Mar. Seus advogados de defesa garantiram que vão recorrer da decisão do júri desta semana. Eles alegaram que o criminoso estava na prisão onde a rebelião aconteceu, mas não se tinha provas que ele a comandou.
  • A defesa também alega que o Ministério Público não tem como provar que Beira-Mar exercia o comando sobre os demais prisioneiros, nem que era líder da Comando Vermelho.
  • Luiz Fernando da Costa despontou como traficante na favela Beira Mar na Baixada Fluminense na década de 1990. Logo passou a ser conhecido como um dos principais líderes da Comando Vermelho.
  • Em Abril de 2001, conhecido internacionalmente no tráfico de drogas, foi preso na selva colombiana e depois repatriado ao Brasil. Mesmo preso continuou a comandar, de dentro das penitenciárias, poderosas conexões de traficantes em toda a América do Sul, inclusive eliminando desafetos rivais no Paraguai, na Colômbia e outros países.
  • Somente no Rio de Janeiro, Beira-Mar já havia sido condenado, antes do julgamento desta semana, a 149 anos de prisão, por diversos homicídios, todos planejados e ordenados de dentro da cadeia.