Blog do Dresch

10 de Maio de 2015

Pelo realinhamento dos preços

                   O Ministro da Fazenda, Joaquim Levy defendeu o realinhamento de preços como um dos pontos importantes do ajuste fiscal, mas com o acompanhamento do Banco Central para que seus efeitos não reflitam na continuação do processo inflacionário. “Precisamos fazer o ajuste rapidamente de tal maneira que se estabeleça também rapidamente um quadro de menor pressão inflacionária, de modo que se possa começar em bases muito mais sólidas” afirmou Levy. Segundo ele, as empresas terão de se adaptar a uma situação menos cômoda no curto prazo, mas muito mais proveitosa e sustentável no médio prazo.

Entendimento patronal

                   O processo de ajuste fiscal da economia brasileira tem refletido de diversas formas nos mais variados segmentos. Alguns veículos de comunicação tem adaptado sua realidade à crise na base de demissões de jornalistas e de outros profissionais da redação. “Esses ajustes, em muitos casos, têm significado demissões, inclusive de jornalistas. Mas estes cortes não afetam a solidez do segmento e a qualidade da informação nem comprometem o direito à liberdade de imprensa”. A afirmação é do presidente da Associação Brasileira de Rádio e TV (Abert), Daniel Slaviero, ao participar do Fórum de Liberdade e Democracia, realizado pela Revista Imprensa. Ele tentou justificar a posição patronal garantindo que não existem demissões em massa no setor. Garantiu que elas acontecem em áreas de apoio e não na atividade-fim. “Alguns veículos têm que fazer ajustes pontuais em suas estruturas- mais nas áreas de apoio. Ainda que possa haver problemas pontuais, é uma conjuntura a que o setor acaba se adaptando. Até porque, já vivemos crises mais graves” afirmou. Mas essa não é a interpretação do presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröeder. Segundo ele dezenas de jornalistas experientes, muitos deles premiados, têm sido demitidos todos os meses. Parte dessas vagas acaba sendo preenchida por profissionais com menos experiência e que aceitam receber salários menores. “Lógico que estas demissões afetarão a qualidade do jornalismo e a liberdade de imprensa e de expressão, um direito que não é dos jornalistas ou das empresas, mas sim da população” garantiu Schröeder.


Registro médico escolar

                   Publicada no Diário Oficial do município de Maceió, da última quinta feira (7), a Lei que estabelece a obrigatoriedade das escolas públicas e privadas, manter, a partir de agora, o histórico médico escolar dos alunos. O documento com todas as informações sobre o aluno deverá ser preenchido durante a matrícula na escola. As informações devem ser fornecidas pelos pais ou responsáveis, e no histórico deve constar o tipo sanguíneo do aluno, as vacinas aplicadas e se o mesmo é alérgico a algum medicamento. O registro deverá conter ainda um telefone para contato em caso de emergência e plano de saúde do estudante.

BB adota “home office”

                   O Banco do Brasil deu inicio á prática de liberar o seu funcionário para o trabalho em casa, conhecido como home office. Esta semana nove empregados, selecionados entre 40 da Diretoria de Tecnologia do Distrito Federal e em São Paulo ganharam a autorização para trabalhar em casa, e até o fim do primeiro semestre o Banco pretende chegar a 100 profissionais com a mesma prática. A iniciativa ainda esta em fase de experiência, mas as próximas áreas estão confirmadas: Mercado de Capitais e de Pessoas. Os públicos preferenciais são mulheres e pessoas com deficiências.

BB adota “home office” 2

                   Algumas pesquisas revelaram que os funcionários produzem mais quando trabalham em casa. Por isso, o banco determinou que as metas para esses servidores fossem 15% superiores às dos demais. Para a direção do BB o objetivo é reduzir os custos estruturais. Mas o projeto do BB não é um direito do trabalhador, e fica a critério do banco, assim como a adesão ou o retorno é uma opção do servidor. O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, disse que vai acompanhar de perto o procedimento, para saber se o funcionário poderá mesmo ter algum tipo de direito adicional.

Segurança das Olimpíadas

                   O delegado federal Andrei Passos Rodrigues, responsável pelo sistema de segurança dos Jogos Olímpicos do ano que vem, anunciou esta semana que a vigilância das instalações será compartilhada entre 13 mil homens da Força Nacional de Segurança e seguranças particulares contratados pelo Comitê Rio 2016. Com a decisão, a Polícia Militar ficará livre para cuidar da segurança da cidade do Rio de Janeiro. Outro ponto que esta sendo analisado é a utilização de 2 mil PMs aposentados que integrariam a Força Nacional (seriam então 15 mil) e pagos pelo Governo Federal.

Segurança das Olimpíadas 2

                   O delegado revelou também que a Força Nacional ficará responsável pela segurança dos locais onde haverá a presença de público (41% das instalações olímpicas). O restante (59%) ficará a cargo da segurança privada. A Vila Olímpica, os locais das competições e o centro de treinamento onde circularão 82% do público estimado para o evento (860 mil pessoas) ficarão sob a responsabilidade da Força Nacional. Disse também que os estados terão de ceder parte do seu efetivo para compor a Força Nacional. O governo federal estima gastar com a segurança pública do evento cerca de R$ 350 milhões. O Comitê Rio 2016 tem orçamento estimado em R$ 252 milhões para usar na segurança privada.

 

  • O jurista Luiz Edson Fachin, indicado ao cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal, terá de se cercar de cuidados na sabatina a que será submetido n Comissão de Constituição e Justiça, na próxima quarta feira (12), ás 10h.
  • Claro que ele reúne formação jurídica adequada, experiência profissional e demais atributos necessários ao cargo. Contudo, ele pode ser vitima da “guerra” entre governo e oposição, Câmara e Senado (leia-se Eduardo Cunha e Renan Calheiros) e até dentro dos próprios partidos de oposição.
  • O Senador Alvaro Dias (PSDB-PR) relator da indicação apresentou o seu relatório salientando toda a qualificação profissional e como jurista de Fachin. Já o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) garante que a indicação é irregular, porque Fachin atuou na iniciativa privada quando era procurador do estado do Paraná.
  • Fachin é gaúcho, mas fez carreira profissional no Paraná, destacando-se como jurista e acadêmico com atuação no Brasil e exterior.
  • Professor titular da Universidade Federal do Paraná fez mestrado e doutorado na PUC de São Paulo, pós-doutorado no Canadá e é pesquisador convidado do Instituto Max Planck, da Alemanha.