Ailton Villanova

1 de Maio de 2015

Isso é que é fé!

     Madre Angélica, miudinha, bonitinha, simpatiquinha, pés pequeninos e de caminhar apressadinho, era muito querida no interior de Pernambuco. Os mais crédulos tinham essa religiosa na conta de santa.

     Durante anos, madre Angélica cumpriu uma rotina diária de visitar famílias carentes do Sertão. Ela era a enfermeira, a parteira, e a médica de infortunados pacientes, aos quais a medicina dos doutores de verdade não alcançava.

     E madre Angélica ajudava a aliviar a dor dos carentes com o desvelo, e amor de mãe, sempre com um sorriso nos lábios.

     Madre Angélica jamais carregou um centavo consigo, porque confiava na solidariedade dos irmãos em Cristo. Tudo o que distribuía entre os pobres era proveniente de doações que conseguia junto a instituições e pessoas bem situadas economicamente.

     Num determinado dia, ela se dirigia à zona rural dirigindo a velha caminhoneta da congregação a qual pertencia, conduzindo alimentos e mantimentos para os pobres, quando, no meio do caminho, acabou a gasolina. Felizmente, ela estava na estrada principal da região e acabara de passar por um posto de abastecimento de combustíveis. Certa de que conseguiria uma “doação” de alguns litros de gasolina para completar a viagem, ela procurou entre as tralhas que carregava, algum recipiente em que pudesse recolher o combustível e acabou achando um penico velho, onde caberia pelo menos uns cinco litros.

     A religiosa gastou quinze minutos, caminhando até o posto. Chegou lá, teve uma conversa piedosa com o gerente e conseguiu a gasolina. Fez o mesmo caminho de volta, carregando com muito cuidado o líquido dourado.

    Irmã Angélica abriu a tampa do tanque de combustível da velha caminhoneta e estava iniciando o abastecimento quando um enorme caminhão parou cerca de cinco metros atrás da freira.

    Novo naquelas paragens, o motorista do autocarga ficou observando da cabine do pesado veículo, o trabalho da irmã, que derramava no tanque, com a maior paciência, o conteúdo do penico. Acabado o abastecimento, madre Angélica entrou na caminhoneta, deu partida e seguiu em frente.

     Atônito, o motorista comentou com o ajudante:

     – Incrível, Antiógenes! Vai ter fé assim nas profundezas do inferno!

 

Era um assalto!

 

    O bacana estacionou o automóvel Fusion na porta do açougue do velho Elias, desceu todo cheio de pose, entrou lá e perguntou:

     – O senhor tem filé mignon?

     – Tenho sim. – respondeu seu Elias.

     – Então pese aí 20 quilos.

     Em seguida, estacionou um Vectra no mesmo local:

     – O senhor tem picanha?

     – Tenho, sim.

     – Me dê 5 quilos!

     O Vectra saiu e aí parou um fusquinha todo ferrado. Dele saiu um sujeito todo cheio de tatuagens:

      – E aí, coroa, você tem braço?

      – Tenho.

      – Então, levanta que isto é um assalto!

 

 

 Sexo joiado

 

     Muito compenetrada e com ar professoral, madame Alfinézia explicava para a filhinha de 7 anos como nascem os bebês:

     – O papai pega o pênis dele, introduz na vagina da mamãe e depois de nove meses, a mamãe ganha um bebê.

     E a garotinha, bastante esperta:

     – Tá bom. Mas outro dia eu vi você colocando o pênis do paínho dentro da sua boca. Quando você faz isso, ganha um bebê também?

     – Não, meu anjo. Quando eu faço isso, ganho jóias… muitas jóias!

 

 

Mas, não tinha vaso?!

 

     Segunda-feira, logo cedo, a morenaça Edilásia chegou pro trabalho reclamando que estava “um verdadeiro caco”. Aí, uma colega muito da curiosa, quis saber detalhes:

     – Poxa, Lazinha, o que diabo você andou fazendo? Realmente, você está acabadérrima!

     E Edilásia:

     – É que sexta-feira o meu marido chegou em casa com um buquê… Eu tive que passar o fim de semana inteiro de pernas abertas!

     – Sério Lazinha?! – assutou-se a colega – Mas será possível que na sua casa não tem um vaso?   

 

 

Martelo no devido lugar

 

     Suando em bicas, o português Acácio Prata consertava a cerca de sua propriedade, localizada no interior de Alagoas. De repente, ele deu pela falta de uma ferramenta, e aí pediu ajuda ao filho, que estava por perto, peruando:

     – Ô Juninho, corre até o outro lado da fazenda e reparas lá se eu esqueci o martelo no barracão!

     O esforçado filho se mandou, puxando mil… Ao cabo de hora e meia voltou cansado, com a língua de fora!

     – E aí, mô filho, o martelo estava lá?  – perguntou o português.

     – Estava, querido pai. Deixei lá, do mesmo jeito que encontrei!

 

 

Justificativa inacreditável

 

     Madame aproveitou que o marido estava viajando, e aí mandou instalar um armário novo no quarto de dormir. Chamou o marceneiro, pediu urgência na confecção da peça e o profissional foi prestimoso.

     Depois de montado, o armário começou a dar problema: toda  vez que passava um ônibus na rua, as suas portas se abriam. Madame chamou de volta o marceneiro para consertá-lo, mas o defeito permaneceu. Então, madame sugeriu ao marceneiro que ele ficasse sentado dentro do armário, para ver onde estava o problema. O cara entrou lá . Naquilo que entrou, o marido da mulher chegou de surprêsa. Desconfiado, ele abriu a porta do móvel e deu de cara com o marceneiro:

     – Ei, rapaz! O que você está fazendo aí dentro?!

     E o marceneiro, todo atrapalhado:

     – O senhor não vai acreditar, mas eu estou esperando o ônibus passar!

 

 

Metamorfose genital

 

     Seu Altamiro Pereira, velhusco beirando os 90 anos de idade, continua safado. Gaba-se que, quando jovem, papou todas as fêmeas disponíveis na região sertaneja. Jamais casou.

     Dia desses, encontrava-se na porteira de sua fazenda jogando conversa fora com o vizinho amigo Januário Cordulino:

     – Ô Janú, puracauso tu sabe quantos anos “véve” uma perereca?

     – Tô sabendo não, Tamiro.

     – Véve uma base de déis ano. Adispois, nasce cabelo e vira xoxota!