Olívia Cerqueira

16 de Abril de 2015

Moradores do complexo Benedito Bentes reclamam do fechamaneto de postos de saúde

Olívia de Cássia – Repórter

No final da noite desta quinta-feira, 16, moradores do bairro Benedito Bentes reclamaram à redação a falta de atendimento nos postos de saúde do município de Maceió. A moradora Eliane Santos, por telefone, contou que vários pacientes deixaram de ser atendidos, hoje, no Posto de Saúde Aliomar de Almeida Lins, que fica localizado na entrada do Conjunto Cidade Sorriso, no BB II, um dos que formam o complexo.

“As farmácias não têm remédio, os postos não têm médico, falta tudo para a população. A maternidade Denilma Bulhões foi fechada e ainda não resolveram o problema: sempre alegam que os postos estão em reforma, mas as obras nunca acabam e quem paga são os pacientes que não são atendidos”, denuncia.

Eliane Santos contou que vários pacientes ficaram sem atendimento no local e reclamou que uma senhora chegou ao posto Aliomar Lins com um surto psicótico e não tinha ambulância para levá-la ao Hospital Portugal Ramalho.

“Cedi a minha vez para a mulher, que queria bater na psicóloga e até jogou água nela. A saúde em Maceió está um caos; é preciso que se denuncie esse abandono. O prefeito faz propaganda enganosa, mas não toma providência: é preciso que a imprensa denuncie esse descaso”, pontuou.

FECHAMENTO

Em outubro de 2014, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou que a Casa Maternal Denilma Bulhões, tinha a proposta de transformar a maternidade em unidade de referência: “A SMS vem discutindo com os técnicos do Ministério da Saúde e os que compõem a Rede Cegonha do Município e do Estado as necessidades de adequações e definição do perfil assistencial daquela unidade”, disse à época a prefeitura, por meio da assessoria.

Entre as propostas discutidas estava a de tornar a maternidade numa unidade de referência ambulatorial e um centro de parto normal para gestantes de baixo risco. “Estamos discutindo essas necessidades de adequações com base nas portarias ministeriais que preconizam o atendimento, tipos de unidades e a humanização do atendimento no SUS”, ressaltou à época a então secretária municipal de Saúde, Sylvana Medeiros.

O Conselho Regional de Medicina em Alagoas (Cremal) chegou a convocar uma coletiva de imprensa para denunciar o descaso. Passado esse tempo, a maternidade continua fechada e os postos de saúde com atendimento a desejar ou fechados para reforma, prejudicando a comunidade.  

A reportagem tentou contato com a assessoria, mas não conseguiu retorno. O espaço está aberto para que a SMS ou o prefeito Rui Palmeira esclareçam a situação.