Olívia Cerqueira

14 de Abril de 2015

Nova imunoterapia obtém resultados positivos no tratamento do melanoma e do câncer de pulmão

São Paulo, março de 2015 – Pacientes tratados com pembrolizumabe, imunoterapia da MSD aprovada para o tratamento do melanoma avançado – o mais agressivo dos cânceres de pele -, tiveram melhora significativa na sobrevida e na progressão da doença em comparação aos tratados com ipilimumabe. Os resultados são de um estudo que compara os dois medicamentos como terapia de primeira linha no tratamento da doença. Pembrolizumabe demonstrou melhora estatisticamente e clinicamente significativa para os pacientes com melanoma.

O medicamento também mostrou resultados positivos de eficácia e segurança no tratamento do câncer de pulmão avançado de células não pequenas e do mesotelioma pleural em outro estudo. Pembrolizumabe está sendo avaliado para o tratamento de mais de 30 tipos de câncer, como tumores de cabeça, pescoço e estômago, em monoterapia e em combinação com outros fármacos.

Os dados de ambos serão apresentados na abertura da Reunião Anual da Associação Americana de Pesquisa do Câncer (AACR), que acontece de 18 a 22 de abril na Filadélfia, Estados Unidos. “A evidência desses estudos, favoráveis a pembrolizumabe, ajudará a definir o tratamento adequado de melanoma avançado e câncer de pulmão”, disse o Dr. Roger Perlmutter, presidente da área de pesquisas da Merck&Co, como é conhecida a MSD nos Estados Unidos e Canadá.

Pembrolizumabe é uma inovação recente dentro da imunoterapia – abordagem de tratamento que utiliza o poder do sistema imunológico para combater o câncer e que ganhou força na última década. O medicamento funciona ao bloquear mecanismos que inibem o sistema imunológico, potencializando a ação contra o tumor.

O medicamento já está sendo comercializado nos Estados Unidos e encontra-se em fase de aprovação pela agência regulatória europeia (EMA). Recentemente, foi o primeiro medicamento aprovado pelo recém-lançado programa do Reino Unido que acelera o acesso a terapias para necessidades médicas não atendidas. A expectativa é que o medicamento seja disponibilizado no Brasil no começo de 2016.

Sobre o estudo KEYNOTE

KEYNOTE-006 é um estudo global, randomizado, pivotal de fase 3 que avaliou pembrolizumabe em comparação a ipilimumabe em pacientes em estágio avançado do melanoma. O estudo contou com 834 pacientes randomizados para receber pembrolizumabe 10 mg / kg a cada três semanas, pembrolizumabe 10 mg / kg a cada duas semanas, ou quatro ciclos de ipilimumabe 3 mg / kg de três em três semanas. Os objetivos primários analisados foram a sobrevida livre de progressão (PFS) e sobrevida global (OS). Os desfechos secundários foram a taxa global de resposta (ORR), a duração da resposta e a segurança, com uma análise exploratória para a qualidade de vida relacionada à saúde (QV). A resposta ao tratamento do tumor foi avaliada na semana 12. Em seguida, foi reavaliada a cada seis semanas pelo RECIST 1.1 (Critérios de Avaliação de resposta em tumores sólidos), por meio de revisão radiográfica central, independente e cega, assim como pela resposta imunológica avaliada pelo pesquisador.

KEYNOTE-001 é um estudo multicêntrico, de fase 1, feito com 495 pacientes com câncer de pulmão avançado.

Sobre pembrolizumabe

Pembrolizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado cuja função é aumentar a capacidade de o sistema imunológico combater o melanoma avançado por meio do bloqueio da interação entre PD-1 e seus ligantes, PD-L1 e PD-L2. Ao ligar-se ao receptor PD-1 no linfócito T e bloquear a interação deste com seus ligantes, o medicamento antagoniza a inibição da resposta imunológica contra o tumor, causada pela interação entre PD-1 e seus ligantes. Pembrolizumabe está sendo avaliado para o tratamento de mais de 30 tipos de câncer, como tumores de pulmão, cabeça, pescoço e estômago, em monoterapia e em combinação com outros fármacos.

Sobre Melanoma

Melanoma é a forma mais agressiva de câncer de pele, caracterizada pelo crescimento descontrolado das células produtoras do pigmento do órgão. O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no País. O melanoma representa apenas 4% das neoplasias malignas do órgão, porém, é o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase e letalidade. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), este ano, esperam-se 2.960 casos novos de melanoma em homens e 2.930 em mulheres no país.[1]

Sobre MSD

A MSD é líder mundial em cuidados com a saúde e trabalha para ajudar as pessoas de todo o mundo a ficar bem. Por meio de nossos medicamentos, vacinas, terapias biológicas e produtos de saúde animal, trabalhamos em parceria com nossos clientes em mais de 140 países para oferecer soluções inovadoras na área da saúde. Também faz parte do nosso compromisso buscar alternativas para aumentar o acesso da população a nossos medicamentos e fazemos isso por meio de programas e parcerias em todo o mundo.

Sobre MSD no Brasil

Presente no Brasil desde 1952, a MSD conta com cerca de 2.300 funcionários no país, que respondem por todas as divisões globais da companhia: Saúde Humana, Saúde Animal e Pesquisa Clínica. Sua sede fica em São Paulo, e conta atualmente com seis unidades fabris, nas cidades de São Paulo, Barueri, Sousas e Cruzeiro. Para mais informações, acesse www.msdonline.com.br

InformaçõesMayra Lopes – mayra.lopes@ketchum.com.br (11) 5090.8759

Gabriela Bove – gabriela.bove@ketchum.com.br (11) 5090.8900 ramal 8999

Patrícia Torres – patricia.torres@ketchum.com.br (11) 5090.8958

 


1 Estimativa 2014 – Incidência de Câncer no Brasil; INCA – Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – disponível em: http://www.inca.gov.br/estimativa/2014/sintese-de-resultados-comentarios.asp e acessado em 05/09/2014